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Educação é uma das soluções mais apropriadas para instruir os futuros eleitores – presidente da CNE

 

Cidade da Praia, 29 Jun (Inforpress) – A presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Maria do Rosário Gonçalves, defendeu, hoje, que a educação é uma das soluções mais apropriadas para instruir civicamente os futuros eleitores e dar combate a abstenção nas eleições.

Maria do Rosário fez essas considerações à imprensa, na Cidade da Praia, à margem da assinatura de um protocolo de colaboração, rubricado entre a CNE e o Instituto Universitário de Educação (IUE), no âmbito da educação e formação cívica político-eleitoral.

“Sendo a CNE responsável pela formação, nessa matéria, associou-se ao IUE que, também, é uma entidade com vocação para formar professores que, por sua vez, têm grande capacidade de construir mentalidades através do processo de ensino”, defendeu.

Mas, sublinhou, para se fazer isso, é preciso uma metodologia própria, razão porque o sistema educacional formal deve ser um caminho, segundo disse, com elaboração de politicas educacional claras que promovam a participação e exijam actuações das universidades, estabelecimentos de ensino e instituições das repúblicas com responsabilidade na matéria.

Ainda segundo Maria do Rosário, levando o conteúdo da cidadania político-eleitoral, a disciplina da cidadania existente no IUE, está-se a maximizar a possibilidade de construir uma cidadania activa e, consequentemente, voltada para a participação eleitoral.

“A fraca participação dos cidadãos no processo eleitoral na vida política do país é uma preocupação, pois, se os governos forem eleitos pelo povo e quando este não participa massivamente no processo da sua escolha, está em causa a sustentabilidade do sistema democrático”, indicou.

E, como as últimas eleições presidenciais em Cabo Verde tiveram uma abstenção à volta dos 60 por cento, a presidente da CNE é peremptória em afirmar que “está claro que existe um problema”, pelo que considera que a participação deve ser trabalhada para que os cidadãos percebam o motivo das eleições e as consequências da não participação.

Para o presidente do IUE, António Tavares de Jesus, trata-se de um processo colaborativo entre duas instituições que prometem promover as condições para o desenvolvimento de uma cultura cívica que sirva de esteio a um processo de construção de uma nação cada vez mais justa e igualitária, assim como mais democrática e próspera.

Assim sendo, comprometeu-se que o IUE vai introduzir, no ano lectivo 2017/2018, nas disciplinas que aborda cidadania, conteúdos programáticos em matéria política eleitoral para honrar a colaboração.

“A matéria vai estar em pauta para que os futuros professores possam ser formados no domínio da cidadania e de consciência cívica, na área eleitoral, para que quando exerçam as suas funções possam transmitir, de melhor forma, a matéria de consciência cívica aos seus alunos”, concluiu.

O protocolo visa formar professores capazes, com base nos valores democráticos, para garantir aprendizagem da cidadania no contexto escolar, tem ainda como propósito reforçar a formação e capacitação em matéria eleitoral e incentivar a produção de estudos académicos em matéria político-eleitoral.

PC/CP

Inforpress/fim

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