Eduardo Cabrita manifesta vontade política de Portugal estar no núcleo central fundador do caminho da mobilidade na CPLP

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) – O ministro da Administração Interna de Portugal, Eduardo Cabrita, manifestou hoje a disponibilidade e vontade política de Portugal estar no núcleo central fundador do caminho da mobilidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP).

Eduardo Cabrita fez estas considerações aos jornalistas à margem da V Reunião dos Ministros do Interior e da Administração Interna da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que acontece esta quarta-feira, na Cidade da Praia.

Conforme o governante português, Portugal tem uma posição de total apoio à estratégia definida pela presidência cabo-verdiana da CPLP.  Isto porque entendem que a mobilidade no espaço dos países de língua portuguesa “é uma peça fundamental” para a afirmação do sentido de comunidade.

Particularmente, lembrou que no plano interno, o país luso tem feito alterações, principalmente na lei de estrangeiros e que “simplifica significativamente” o acesso de estudantes de profissionais das áreas tecnológicas para residir, estudar, trabalhar em Portugal.

“Portugal quer implementar este modelo. Estamos a fazê-lo naquilo que é a capacidade interna com a flexibilização de acesso de estudantes, acabamos de publicar um diploma que dispensa a chamada prova de subsistência no acesso às instituições de ensino superior portugueses. Na recente cimeira Portugal–Cabo Verde manifestamos disponibilidade em alargar essa disponibilidade também à área da formação profissional, designadamente na área do turismo”, afiançou.

Para Eduardo Cabrita, uma estratégia ampla de mobilidade no espaço da lusofonia é a melhor forma de construir este sentimento de comunidade reforçada.

O mesmo avançou ainda que este ano Portugal vai “reforçar os trabalhos de certificação da segurança documental” e ter funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras junto do consultado da Cidade da Praia, para “simplificar o acesso dos estudantes cabo-verdianos às universidades portuguesas”.

Sobre as críticas da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS), que desaconselhou empresários cabo-verdianos a fazer negócios em Portugal por causa da recusa de vistos, o  governante português referiu que, na cimeira entre os dois países, o próprio primeiro-ministro de Cabo Verde “ foi muito claro ao dizer que essas dificuldades pontuais devem ser ultrapassadas” e que tais situações “ não reflectem nem a vontade política nem a firme vontade de se alargar a circulação no espaço dos países de língua portuguesa”.

CD/FP

Inforpress/Fim

 

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