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ECREEE defende quadro legal e institucional mais favorável à atracção de investimentos no sector

 

Cidade da Praia, 09 Mai (Inforpress) – O Centro para as Energias Renováveis e Eficiência Energética da CEDEAO (ECREEE) acredita que, com um quadro legal e institucional favorável, será possível atrair investimentos externos e privados para os 15 países da região Oeste Africana.

A ideia foi defendida por Jansénio Delgado, expert do ECREEE, ao intervir hoje no painel sobre “A importância da gestão eficiente das redes e do armazenamento para a transição energética em Cabo Verde e na região da CEDEAO – Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental”, durante o III Simpósio Germano-Cabo-verdiano de Energia “Gestão de reder e diversificação de armazenamento em Cabo Verde”.

Segundo o engenheiro, é com esse objectivo que o ECREEE, para além de outros projectos, tem trabalhado na definição de um quadro legal e regulamentar regional e em cada um dos 15 Estados (Cabo Verde, Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo) para que, “efectivamente”, se possa promover a introdução das energias renováveis em cada um dos países.

“É de se referir a importância desse quadro regulamentar, porque acredito que este é um factor fundamental para a atracção de investimentos externo e privado para a região e para os Estados membros, ou seja, a condição necessária para o desenvolvimento do sector”, considerou, frisando que, em termos económicos e financeiros, Cabo Verde e muitos dos Estados “não estarão em condições de, por si só, suportar o desenvolvimento deste sector”.

Por outro lado, Jansénio Delgado indicou que o ECREEE defende que o desenvolvimento de projectos das mini-redes é de “extrema importância”, tendo em conta que a grande percentagem da população que ainda está sem acesso à electricidade está situada em locais rurais e isolados, em que a extensão das redes tradicionais se afigura de difícil execução.

Neste momento, conforme o especialista, o centro tem em andamento um projecto em colaboração com o Banco Mundial, que visa a divulgação do sistema solar na região, na ordem dos 200 milhões de dólares e que deverá abranger mais de 5 milhões de pessoas, lembrando que os 15 países da região Oeste Africana têm mais de 300 milhões de habitantes, sendo que mais de metade destes não tem acesso à electricidade.

O objectivo da criação do ECREEE, em 2010, foi de trabalhar no sentido de a médio e longo prazo, contribuir para que as populações da região venham a ter uma energia sustentável, acessível e que contribua para a redução da pobreza e/ou integração das comunidades da região.

Participou também no referido painel, o representante da Electra, João Fonseca, que apontou a eficiência energética como a prioridade da empresa, neste momento, juntamente com o aumento do nível de penetração das energias renováveis na rede, lembrando que neste momento Cabo Verde já utiliza 25% de energias renováveis na rede e a meta do Governo é chegar a 50% até 2020.

Segundo ele, a perda na rede, actualmente registada, é de quase 28%, algo considerado “insustentável”, mas que a empresa já iniciou a implementação de um plano de combate às perdas não técnicas, nomeadamente roubos, para que até 2021 seja possível reduzir as perdas a nível dos 20% ou menos.

No III Simpósio Germano-Cabo-verdiano de Energia, uma iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria Luso –Alemã em parceria com a Direcção Nacional de Energia, Indústria e Comércio e a Cabo Verde TradeInvest, que decorreu durante todo o dia, os especialistas alemães apresentaram informações sobre as tecnologias na gestão de rede e diversificação de armazenamento já aplicadas na Alemanha.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

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