Economista elogia medida do BCV na redução da taxa directora mas diz que o efeito dependerá de outros factores

 

Cidade da Praia, 06 Jun (Inforpress) – O economista Paulino Dias considerou hoje que o Banco de Cabo Verde (BCV) “esteve bem” ao reduzir a taxa directora de 3,5 para 1,5 por cento, mas defende que são necessárias outras medidas para incentivar a concorrência entre os bancos comerciais.

Segundo disse, apesar da “boa intenção” do banco central, a medida só terá o efeito concreto dependendo de outros factores, nomeadamente a concorrência no mercado interbancário que, na opinião do economista, condiciona ainda o aumento da procura do crédito.

“O mercado é pequeno, fragmentado e tem dois bancos dominantes que juntos têm mais de 75 por cento da quota do mercado”, lembra o economista numa entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV).

Face a esta situação, Paulino Dias considera que a dinâmica competitiva não é o que seria de desejar. Por isso, pensa que terá faltado uma outra medida por parte do BCV para incentivar a concorrência entre os bancos, neste caso a eliminação da comissão de antecipação de crédito que os bancos cobram aos clientes que querem mudar para um outro banco.

“Penso que esta medida merece toda a atenção do BCV e sua eliminação traria uma concorrência salutar entre os bancos, ajudando a que o impacto dessas medidas anunciadas pelo banco central não fossem capturadas pelos bancos como mais-valia em termos de margem e fosse transmitido ao cliente final (as empresas e as famílias)”, salientou o economista.

Na sua opinião o Governo deve tomar medidas para estimular a concorrência, o crescimento da economia e o alargamento do mercado.

JL/FP

Inforpress/Fim

 

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