Economista afirma que há três desafios para o sistema financeiro cabo-verdiano

Cidade da Praia, 24 Mai (Inforpress) – O economista Jailson Oliveira afirmou hoje que o sistema financeiro cabo-verdiano tem, neste momento, três desafios, tais como o desafio macroeconómico, o microeconómico e a integração das agências de micro-finanças nos sistemas financeiros.

O economista falava à imprensa a propósito da sua participação no painel “O Desenvolvimento das Microfinanças em África”, na 4ª edição da Cabo Verde Next (CV Next), no mercado do Plateau.

Segundo Jailson Oliveira, o grande desafio macroeconómico do sistema financeiro cabo-verdiano é avançar e intensificar as reformas estruturantes para fazer a economia crescer assente no processo de crescimento de longo prazo.

“Isso sim, seria o que viria a combater os problemas associadas à pobreza e claro no momento da expansão económica a própria intermediação financeira funciona melhor,” explicou o economista para quem nos aspectos microeconómicos o desafio maior é a profissionalização das instituições de microcrédito, porque existem neste momento novas leis.

“Já temos uma transformação jurídica dessas instituições e as ONG em instituições de microfinanças, mas precisamos uma transformação efectiva que aborda mudança de comportamento das instituições e melhores mecanismos de gestão de risco e também inovações que reduzem os seus custos operacionais para que custos de crédito sejam mais acessíveis.

Sobre a integração das agências de microfinanças com os próprios sistemas financeiros, Jailson Oliveira explica que o sistema financeiro é composto pelos subsistemas normativo e operativo. A parte normativa, acrescentou, seria única que teria actuação do
Ministério das Finanças e também de Banco de Cabo Verde, enquanto agentes que fazem toda a concepção da lei e também fazem todo o seguimento disso.

No entanto, sublinhou que, neste caso, o desafio é saber que a implementação das novas leis é gradual, tendo em conta que é necessário todo um apoio às instituições para que consigam adequar dentro dos novos padrões, nomeadamente as normas contabilísticas para que possam fazer o importe, permitindo ao subsistema operativo uma maior comunicação junto da banca tradicional.

“Ainda podemos destacar aqui um desafio de complementaridade junto da banca também, na questão de fornecer novos serviços e de acesso a novas pessoas que são os seus consumidores”, complementou Jailson Oliveira.

A mesma fonte esclareceu ainda que as microfinanças podem ser um instrumento para tirar as pessoas da pobreza, ao mesmo tempo que pode estar acessível a pessoas com mais elevada capacidade financeira.

Mas alertou para a necessidade da regulação das instituições de microfinanças ser flexível comparativamente com a regulação da banca tradicional, justamente porque os seus ninchos de mercado têm bastante disponibilidade e também porque as suas metodologias de crédito são diferentes da banca tradicional.

CD /JMV

Inforpress/Fim

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