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ECOCV apela por mais apoio para continuar com o trabalho de pesquisa de cetáceos em Cabo Verde (c/vídeo)

Cidade da Praia, 05 Ago (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana de Ecoturismo (ECOCV) apelou hoje por mais apoios para continuar com o trabalho de pesquisa, estudos e conservação de baleias e golfinhos e implementar o projecto de monitorização participativa destas espécies em Cabo Verde.

A informação foi avançada à Inforpress, pela vice-presidente e coordenadora do programa marinho da Associação Cabo-verdiana de Ecoturismo (ECOCV), Edita Magilevicinte, que assegurou que um dos principais desafios tem a ver com a questão do financiamento dos projectos.

Adiantou que neste momento o país já dispõe do primeiro código de condução nacional de cetáceos em Cabo Verde para a observação turística, monitorização e pesquisa científica desta espécie no arquipélago.

Desenvolvido em 2019, explicou que o documento conta com financiamento do Fundo do Ambiente, em parceria com a Direcção Nacional do Ambiente e é destinado a turísticas, cientistas, pescadores e todos os usuários do mar.

“Neste momento, estamos na fase de produção do relatório final e quando tudo estiver concluído, todo o material será submetido à Direcção Nacional do Ambiente, que irá decidir o que fazer com o código e como introduzi-lo em todas as áreas do mar”, referiu a coordenadora, que disse esperar que a implementação desse documento venha a ser obrigatória.

Avançou que das 24 espécies de baleias e golfinhos existentes nas águas de Cabo Verde, existem apenas informações científicas sobre a baleia de Bossa Megaptera, e segundo informações das associações existem cerca de 300 a 350 desta espécies no arquipélago, que emigram do norte para a reprodução.

“Outro objectivo destes projectos cetáceos é começar com mais pesquisas. No nosso caso, como o orçamento é reduzido, estamos focalizados apenas na ilha de Santiago, e nas nossas pesquisas conseguimos identificar outros animais, como golfinhos tropicais, golfinho cabeça de melão, baleia de bossa, baleia piloto”, informou.

Edita Magilevicinte esclareceu ainda que os cetáceos são animais marinhos e mamíferos que vivem uma média de 60 a 70 anos, e para fazer uma pesquisa profunda sobre esta espécie são necessários 5 a 10 anos de estudos muito concretos, e em Cabo Verde não existe muito financiamento para isso.

“Neste momento, estamos à procura de financiamento internacional, e depois no final deste projecto vamos comunicar a direcção nacional do Ambiente se é possível desenvolver e continuar com projecto de monitorização participativa”, apontou a coordenadora.

Com este projecto, segundo a vice-presidente, qualquer pessoa pode juntar-se à Rede Nacional Golfinhos e Baleias de Cabo Verde e começar a recolher dados sobre golfinhos estas espécies que passam pelos mares de Cabo Verde.

“Para tal, foi desenvolvido uma plataforma na rede social facebook denominada Rede Nacional Golfinhos e Baleias em Cabo Verde, com dois formulários com informações sobre avistamentos e arrojamentos de cetáceos”, explicou, realçando que a plataforma terá informações sobre resgate, colecta de dados e assistência às baleias e golfinhos em caso de encalhe.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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