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É um “grande ganho” ouvir que agressores sexuais de crianças estão sendo colocados na prisão – Acrides

Cidade da Praia, 20 Nov (Inforpress) – A presidente da Associação de Crianças Desfavorecidas (Acrides) congratulou-se hoje com as recentes informações que dão conta da detenção de vários agressores sexuais de menores, afirmando ser “um grande ganho” ouvir que estes estão sendo postos atrás das grades.

Lourença Tavares falava à Inforpress à margem da conferência internacional sob o lema “Uma Criança Um Cidadão – Criança Sujeito de Direito – Que Direitos e Deveres no Pós Pandemia” promovida pela Acrides e as Redes Locais de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças em Cabo Verde, na cidade da Praia.

“Isso é um grande ganho. Quer dizer que os crimes deixam de ser arquivados, deixam de demorar para ser justificados. É um grande ganho estar a ouvir que os agressores estão a ser julgados e irem para prisão”, disse.

Ainda nas suas declarações, Lourença Tavares revelou que o seu maior sonho é que haja em Cabo Verde as salas de escuta para ouvir as crianças vítimas de violência sexual para que a justiça seja ainda “muito melhor”.

Questionada se há dados relativos aos abusos sexuais de menores durante a pandemia, Lourença Tavares respondeu: “Sabemos que aumentou. Dados não temos, porque a Acrides não tem uma base de dados, mas sabemos que aumentou porque trabalhamos com crianças e sabemos que aumentou”.

Sobre a conferência internacional sob o lema “Uma Criança Um Cidadão-Criança Sujeito de Direito – Que Direitos e Deveres no Pós Pandemia”, a presidente da Acrides disse que a mesma foi organizada a propósito do Dia Mundial da Criança.

“Estando a viver o período pós-pandemia, temos que, enquanto adultos, pensar nisso.  Trouxemos pessoas para o debate que, realmente, têm muita sensibilidade e a participação de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique é uma questão de partilha de boas práticas e começarmos, desde hoje, a trabalhar futuros homens e mulheres, sabendo que os países são de cooperação e então temos que começar a criar esse mecanismo e essa parceria entre elas”, explicou.

GSF

Inforpress/Fim 

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