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“É necessário investimentos para que os museus possam posicionar-se estrategicamente no contexto do turismo” – Directora dos museus

Cidade da Praia, 09 Dez (Inforpress) – A directora dos museus, Ana Silva Baessa, defendeu hoje a necessidade de haver mais investimentos para que os museus possam posicionar-se estrategicamente nos contextos turístico, educativo e pedagógico.

A responsável falava à Inforpress à margem da formação “Marketing e comunicação nos museus”, promovida pelo ministério da Cultura e das Indústrias Criativas em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação.

A iniciativa, que é destinada aos profissionais dos museus e instituições afins, visa debater e apresentar soluções de comunicação, tendo em vista a afirmação dessas organizações nos contextos actuais.

“A nossa comunicação ainda está muito concentrada na internet e nos trabalhos que fazemos junto das comunidades, sobretudo as educativas”, avançou Ana Silva Baessa, garantindo que a formação se enquadra no “projecto maior” do Instituto do Património Cultural (IPC), que é a elaboração do plano estratégico dos museus de Cabo Verde.

Para isso, revelou, foi feito, nas oito estruturas que estão sob a tutela do IPC, um estudo do perfil do público e aferição do nível de satisfação, permitindo a organização ter o conhecimento de quem visita os museus, quais são as suas motivações e que tipos de conteúdos gostariam de encontrar.

A intenção é fazer uma comunicação “mais acertada”, uma vez que, segundo ela, o maior desafio neste sentido é ampliar o cumprimento da missão dos museus em Cabo Verde, nomeadamente ser um suporte de educação e um componente da oferta turística e cultural do país.

Por sua vez, a especialista espanhola Maria Jesus Cabrera salientou que a comunicação estratégica nos museus é “vital”, sobretudo num momento em que estas estruturas precisam estar mais perto do seu público.

Conforme adiantou, a comunicação dos museus começa quando se abre as portas todos os dias para um certo tipo de relacionamento com o público, mas defendeu mais apostas na comunicação digital e utilização das redes sociais para que haja “mais e melhor” divulgação.

“Os museus de Cabo Verde têm muitos potenciais para contar coisas interessantes. Quando vejo o Museu da Tabanca, por exemplo, observo que tem muitas coisas para contar, focando-se em algo intrinsecamente cabo-verdiano”, admitiu.

Além das referidas estratégias, a especialista espanhola defendeu a necessidade de haver aposta num profissional “bem qualificado” para trabalhar na divulgação dos museus.

Pois, conforme adiantou, o principal desafio na área é chegar ao público-alvo. Para isso, mostrou que é necessário saber como divulgar as informações.

WM/ZS

Inforpress/Fim

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