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“É essencial que Cabo Verde invista na segurança sanitária dos alimentos” – Arlindo do Rosário

Cidade da Praia, 14 Ago (Inforpress) – O ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, disse hoje que “é essencial que Cabo Verde invista na segurança sanitária dos alimentos”, para evitar o aumento de “muitas doenças crónicas” no país.

O governante fez essas declarações no acto do lançamento do Projecto Fiduciário II do Codex Alimentarius (Código Alimentar) e da tomada de posse de novos membros da comissão nacional do referido código, promovidos em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e  Agricultura (FAO) em Cabo Verde.

“Do ponto de vista sanitário e epidemiológico, conquanto estejamos num processo de transição epidemiológica, com crescente aumento de doenças crónicas não transmissíveis, temos ainda um duplo fardo pela importante prevalência de doenças transmissíveis, nomeadamente as transmitidas pelos alimentos contaminados”, reconheceu, exemplificando com doenças do foro cardiovascular, metabólico ou oncológico.

Conforme disse, Cabo Verde deve dar prioridade ao fortalecimento dos laboratórios de controlo alimentar, zelando pelas parcerias internacionais através de capacitação conjunta e do desenvolvimento de testes inter-laboratoriais.

Neste sentido, o governante destacou o contributo do projecto hoje lançado, que, no entender dele, permite efectivar as pretensões no que se refere ao sector alimentar, visando a criação de um ambiente favorável ao aumento da exportação dos produtos e às trocas comerciais.

Este projecto, que tem a duração de três anos, está orçado em 105.295 dólares, com o intuito de reorganizar as estruturas nacionais do Código Alimentar e a melhoria da sua performance.

Segundo Arlindo do Rosário, já se fez muito em matéria da segurança alimentar, mas, de acordo com o mesmo, “há ainda muitos desafios”.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração da Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), Eduardo Tavares, assegurou que o referido “Codex” tem tido “enorme impacto” na formatação da mente dos produtores, uma vez que se pretende estabelecer normas e directrizes internacionais no sector da alimentação, focando nas boas práticas internacionais.

“Tendo em conta a dimensão do mercado nacional, para muita das empresas cabo-verdianas a estratégia da internacionalização é a única resposta possível para se continuar a crescer num estratagema de competitividade”, frisou.

Por sua vez, o encarregado do escritório da OMS, Tomaz Valdez, salientou que os alimentos são fundamentais para a saúde humana, mas, lembrou, “as dietas não saudáveis, assim como os alimentos inseguros e a má nutrição são responsáveis por um terço das mortes a nível mundial”.

Para este responsável, apesar de os alimentos serem fundamentais para a vida humana, tragicamente, podem ser fonte de muitas doenças infecto-contagiosas.

Sublinhou, também, que as entidades nacionais têm o dever de garantir a segurança alimentar.

A representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, reforçou que para poderem se comercializar internacionalmente e aceder ao mercado de produtos de elevado valor, os produtores nacionais devem cumprir as normas alimentares que se requer.

A Comissão Nacional empossada hoje engloba representantes das universidades, dos ministérios da Agricultura e Ambiente, da Saúde, da Economia Marítima, da Indústria, Comércio e Energia, da Associação Nacional dos Municípios, das Alfândegas, dos operadores económicos e da Entidade Reguladora Independente do sector alimentar.

A Comissão do Codex Alimentarius, criada em 1963, da qual Cabo Verde é membro desde 1981, é um órgão intergovernamental que integra 186 Estados.

LC/WM/ZS

Inforpress/Fim

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