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Down do Amor quer apoio para garantir formação de jovens com síndrome de Down

Cidade da Praia, 21 Mar (Inforpress) – A Associação das Famílias e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down quer uma maior participação do Governo e da sociedade para a abertura de um espaço que possa cuidar e garantir formação dos jovens com síndrome de Down.

A afirmação é da presidente do Down do Amor, Carla Varela, em declarações à Inforpress, no âmbito da Comemoração do Dia Internacional da Síndrome de Down, que se assinala este sábado, este ano sob o lema “Nós Decidimos”.

No esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com síndrome de Down, Carla Varela conta que, no ano passado, a associação desenvolveu um projecto denominado “Espaço de prestação de cuidados, estimulação e orientação socio-psicopedagógico e profissionalizante de jovens com síndrome de Down”, evento que “ demonstrou o quanto é possível orientar e estimular os jovens com este tipo de síndrome”.

“No projecto, participaram cerca de 15 jovens da Praia e de São Domingos, fora do sistema escolar, que foram alvos de treinamento a nível cognitivo, de mãos e literacia. No final, aprenderam a trabalhar a vertente artística no domínio bijutaria e cabedal”, disse.

No entanto, com o término do projecto, por falta de financiamento para dar continuidade ao processo de inclusão e aprendizagem dos jovens com síndrome de Down, a responsável afirmou que foi necessário mandar os formandos de férias para regressarem numa outra altura.

Porém, com o sucesso do projecto, explica a presidente do Down do Amor, os familiares estão constantemente a perguntar para quando a reabertura do espaço.

“Neste momento, estamos à espera que o Ministério da inclusão Social aprove a segunda fase do projecto para que possamos dar continuidade a formação”, confirmou.

A educação inclusiva, que significa educar todas as crianças num mesmo contexto escolar, não significa, de acordo com, Carla Varela, negar as dificuldades dos estudantes, mas aceitar as diferenças como diversidade.

Em Cabo Verde, existem algumas associações que cuidam do bem-estar das crianças e jovens com síndrome de Down e que vêm fazendo tudo para promover a sua inclusão plena na sociedade, estimulando a mudança de conduta e comportamento.

Entretanto, devido ao surto do novo coronavírus, as actividades programadas para assinalar a data foram todas suspendidas.

Segundo o censo realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em 2010 existiam em Cabo Verde 13.948 pessoas com alguma deficiência, o que representava 3,2% da população.
Dados do INE revelam ainda que 46,4% da população portadora de deficiência é analfabeta.

O Dia Internacional da Síndrome de Down (DISD), comemorado a 21 de Março, foi instituído pela Organização das Nações Unidas e foi celebrado pela primeira vez em 2006 por 193 países-membros da ONU.

A data tem o objectivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade, pelo que o tema deste ano tem como propósito alertar para a garantia da participação plena das pessoas com Down na tomada de decisões sobre assuntos relacionados ou que afectem suas vidas.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma mutação do material genético humano, presente em todas as raças.

Os motivos para a ocorrência da Síndrome de Down ainda são desconhecidos, mas o que se sabe é que começa na gestação, quando as células do embrião são formadas com 47 cromossomas, sendo que o normal seriam 46 cromossomas

PC/JMV
Inforpress/Fim

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