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Dom Paulino Évora completaria hoje 46 anos da sua nomeação como o primeiro bispo cabo-verdiano

Cidade da Praia, 21 Abr (Inforpress) – O bispo emérito Dom Paulino Évora, se estivesse vivo, completaria hoje 46 anos da sua nomeação como bispo da Diocese de Santiago, que teve como lema episcopal “N mandado da nhôs noba di Deus djunto ku  libertaçon”.

 “Fui enviado para vos dar a boa nova de Deus juntamente com a libertação” foi este lema episcopal de Dom Paulino Évora que norteou a sua acção pastoral, desde o primeiro dia em que tomou posse como o primeiro cabo-verdiano a guiar como bispo a Igreja nestas ilhas.

Este prelado tomou a posse da Diocese em 22 de Junho de 1975, portanto, nas vésperas da proclamação da Independência Nacional, que aconteceu a 05 de Julho do mesmo ano.

Segundo testemunhos, a Igreja, sob a sua orientação pastoral, conheceu “grandes progressos” em termos de organização, de aumento do número de padres e religiosos e leigos para a obra de evangelização.

“Uma atenção especial foi dada por Dom Paulino à catequese, à juventude e à pastoral familiar, aspectos que se mantiveram sempre como prioridades pastorais”, escreveu o jornal Terra Nova na sua edição especial de Junho de 2019 dedicada àquele que foi o primeiro bispo cabo-verdiano entre os 33 primeiros que Cabo Verde já teve desde a criação da Diocese em 31 de Janeiro de 1533 pelo Papa Clemente VII, a pedido do rei de Portugal D. João III.

Em declarações inéditas, numa entrevista exclusiva ao jornal Terra Nova, antes de falecer, Dom Paulino quebrou alguns mitos relativamente à sua postura e intervenções enquanto bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde, negando ter sido um bispo interventivo e afirmando que o imperativo era a evangelização.

Questionado sobre a sua tendência partidária, deixou claro que “a filiação partidária é um perigo que nunca deixa evangelizar”.

Ordenado sacerdote em Carcavelos, Portugal, em 16 de Dezembro de 1962, pelo então arcebispo de Luanda, Dom Moisés Alves de Pinho, Paulino do Livramento Évora viria mais tarde a Cabo Verde, onde celebrara a missa nova em 04 de Agosto de 1963, na paróquia de Nossa Senhora da Graça, onde nasceu.

Foi convidado para capelão militar, mas disse ao seu superior: “se me mandar, eu vou mas será prejuízo para mim, para a congregações e para a Igreja. Já reparou na cor que tenho? Agora juntar-me aos soldados portugueses para ir como capelão militar em Angola? Um preto a combater um outro preto”.

Entretanto, depois de umas reflexões, o seu superior decide enviá-lo para Angola, onde foi colocado na Diocese de Malange.  Em 1972, foi transferido para a missão de Cacuso. Foi com ele lá que aconteceu o 25 de Abril e, também, a sua nomeação para bispo de Cabo Verde, tendo chegado ao País nas vésperas da Independência.

Dom Paulino morreu no dia 16 de Junho, aos 88 anos de idade e 44 anos da tomada de posse da Diocese de Santiago de Cabo Verde.

LC/CP

Inforpress/Fim

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