DNS considera melhoria dos serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva como um grande desafio para o país

 

Cidade da Praia, 09 Nov (Inforpress) – A directora Nacional de Saúde, Maria da Luz Lima, considerou hoje a melhoria dos serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) como um desafio relevante para o país, apesar dos esforços que tem sido feito ao longo dos anos.

Maria da Luz Lima fez essa apreciação na cerimonia de abertura do atelier de socialização e validação do Plano Estratégico Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva para 2018/2022, que decorre na Cidade da Praia.

“O programa, nas suas diferentes componentes, tem vindo, desde há 40 anos, a disponibilizar serviços integrados para todos os grupos alvos, em todos os serviços e com grande ênfase , nesses últimos anos, na organização, visando responder com maior qualidade e numa perspectiva de género”, referiu.

A directora Nacional de Saúde, que realçou, no seu discurso, a importância da validação do Plano Estratégico de SSR, disse ainda que a intenção é dar orientações e medidas de politicas “eficientes e eficazes”, tendo em conta as novas orientações políticas nesta matéria e as directrizes da política da nona legislação para o sector.

Cabo Verde, segundo indicou, conseguiu nos últimos 42 anos progressos significativos na evolução dos indicadores de saúde.

Essa conquista, assinalou, é fruto de uma politica orientada pelas grandes necessidades da população, com ênfase no desenvolvimento dos cuidados primários de saúde, tendo a saúde reprodutiva como um dos “grandes pilares” de actuação.

“A redução da mortalidade materna e da mortalidade neonatal é uma das premissas para responder ao ODS, e exige do ministério esforços na melhoria da disponibilidade do acesso da utilização e de qualidade de serviços prestados para detectar e tratar, adequadamente, as complicações da saúde do homem e da mulher”, precisou.

Para a representante Adjunta da UNFPA, Ilaria Carnevali, num mundo cada vez mais desigual é preciso a implementação dos ODS, principalmente, em sectores onde se viola os direitos e oportunidades do outrem.

“A desigualdade tem muito elementos e se calhar uma das dimensões das diferenças que tem recebido pouca atenção a nível dos discursos, a nível global, são as desigualdades em matéria de acesso e uso de empoderamento, através dos direitos na saúde sexual e reprodutiva”, disse.

Neste âmbito, partilha a opinião de que se deve trabalhar para reforçar os esforços para o respeito dos direitos das mulheres e adolescentes, efectuando maior investimento na saúde.

Conforme Ilaria Carnevali, trabalhar nessa matéria em Cabo Verde é interessante, uma vez que o arquipélago tem feito uma boa e positiva trajectória nesta matéria.

“Hoje, é mais um exemplo deste engajamento do país e do governo.

É o momento da elaboração de um plano que engloba todas as questões que permitirão a continuação do programa para que os direitos sexuais e reprodutivo tenham uma abordagem inovadora e de mudança”, reconheceu.

O plano em validação, advogou, tem uma perspectiva integrada e multissectorial para combater os desafios que persistem e que exigem esforços conjuntos, para dar resposta à relação sexual precoce, visto que, uma em cada cinco grávidas, no país, é adolescente.

O plano estratégico para a SSR visa delinear estratégias e intervenções que respondam às novas perspectivas políticas da saúde, uma vez que o último programa faz referência ao ano 2008/2012.

O novo plano integra tudo quanto for indicações politicas do sector da saúde, assim como sectores chaves, isso tendo em consideração os compromissos existentes na matéria da saúde sexual e reprodutiva incluindo as dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

PC/JMV
Inforpress/fim

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