Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Discriminação Racial: Cabo Verde está mais “tolerante” apesar do “arrastar “de questões relacionadas com inclusão social – responsável

Cidade da Praia, 21 Mar (Inforpress) – A sociedade cabo-verdiana está cada vez mais tolerante com os imigrantes, não obstante o “arrastar “de várias questões relacionadas com a inclusão social dos trabalhadores, principalmente na questão de atendimento.

Esta posição foi manifestada à Inforpress, pelo presidente da Plataforma das Comunidades Africanas, José Viana, no âmbito da celebração do Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, que se comemora hoje, 21 de Março.

De acordo com este responsável, quando se fala na inserção no mercado de trabalho ainda há atitudes que “roçam aos maus tratos, tratamentos desiguais e desvantagem” contra os trabalhadores oriundos dos países membros da CPLP e CEDEAO, “principalmente da Guiné-Bissau por serem a maioria”.

“Uma grande parte dessa comunidade tem pouca escolaridade e então a discriminação paira mais nesta franja”, precisou José Viana, acrescentando que há dificuldades no acesso ao emprego, cuidados de saúde, educação/formação e habitação.

Mesmo assim, o presidente da Plataforma das comunidades Africanas admitiu que há “bastantes esforços”, em determinadas áreas designadamente na liberdade de religião, de expressão, na reunião e associação, bem como na participação política.

Quanto à política de imigração existente em Cabo Verde, disse que ela é de “acesso e facilidades”, mas que na sua implementação nota-se discriminação, porque há sempre “entraves” quando os imigrantes procuram os direitos que lhes são reservados.

“No contexto da crise pandémica discriminação se sobressai mais (…) estamos numa situação que consideramos pandemia social, porque essa situação veio demostrar que os imigrantes quase não tinham direitos”, denunciou o representante das comunidades africanas em Cabo Verde.

O Dia Internacional contra a Discriminação Racial foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com a Resolução A/RES/2142 (XXI) de 1966, em memória ao “Massacre de Shaperville”, em 21 de Março de 1960.

Nesta data, aproximadamente vinte mil pessoas protestavam contra a “lei do passe”, em Joanesburgo, na África do Sul. Esta lei obrigava os negros a andarem com identificações que limitavam os locais por onde poderiam circular dentro da cidade.

A ONU a define como qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, económico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública.

OM/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos