Direitos Humanos: CNDHC pede mais atenção das pessoas para as questões que estão à sua volta

 

Assomada, 02 Jun (Inforpress) – A presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) quer despertar na consciência das pessoas a necessidade de cada um, no seu dia-a-dia estar atento para que todos os direitos estejam devidamente defendidos.

Zaida Freitas falava hoje, em declarações à imprensa, no final de uma “Conversa aberta sobre os Direitos Humanos em Cabo Verde”, com os alunos da Universidade de Santiago (US), em Assomada, para que estejam preparados para o exercício da cidadania e que tenham essas questões dos direitos humanos sempre presente no seu dia-a-dia.

Continuando o lema das Nações Unidas, para o Dia Internacional dos Direitos Humanos, “Defenda os direitos de alguém hoje”, a CNDHC não quer que ninguém fique indiferente diante da violação dos direitos humanos, por isso, segundo defendeu, a ideia é começar desde cedo a preparar os alunos sobre as questões que estão à sua volta.

Lembrando que os direitos humanos é uma constante construção, uma vez que enquanto ainda há situação de crianças com direitos violados, a comissão, segundo Zaida Freitas, estará em alerta para defender essas questões a nível nacional.

Mas, o facto de esta instituição ter apenas uma sede na Cidade da Praia, afirmou que isto os impede de estar atento aquilo que acontece em outros municípios do país.

Para colmatar essa situação, a Comissão criou pontos focais nos 22 concelhos do país e está a trabalhar numa parceria com as câmaras municipais para que tenham antena da comissão em todos os pontos do arquipélago, informou.

“Em Cabo Verde, as maiores dificuldades que temos têm a ver, sobretudo, com a materialização dos direitos económicos, sociais e culturais. Somos um país de poucos recursos e, efectivamente, essa construção vai acontecendo ao longo do tempo, mas independente das dificuldades do país, há coisas que não podemos ficar indiferentes”, disse.

Alguns jovens que participaram nessa “conversa aberta” acreditam que os direitos humanos em Cabo Verde estão a evoluir, mas pedem mais acções de sensibilização, pois, segundo defendem muitas pessoas não conhecem os seus direitos e as que conhecem não os tem colocado em prática.

Zaida Freitas defendeu que a informação sobre direitos humanos existe, mas o que falta é mudança de mentalidade, isto é, “as pessoas devem tomar consciência na sua vida pessoal da existência desses direitos e colocar na prática, na relação com os outros no dia-a-dia.

AM/CP
Inforpress/Fim

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