Direitos e valorização das pessoas com deficiência em Cabo Verde ainda são pouco respeitados – presidente da ADEVIC (c/vídeo)

Cidade da Praia, 03 Dez (Inforpress) – Os direitos e a valorização das pessoas com deficiência em Cabo Verde ainda são “pouco respeitados” faltando muitas coisas por melhorar apesar de algumas medidas que o governo e a sociedade civil têm vindo a desenvolver.

A afirmação é do presidente da Associação de Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC), Marciano Monteiro, em declarações à Inforpress, no âmbito da celebração do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência que este ano se comemora sob o tema “O futuro é acessível”.

“O Governo e a sociedade civil têm dado passos para que os direitos das pessoas com deficiência sejam respeitados, pois, é no honrar que nos sentimos valorizados e com isso integramos com facilidade podendo contribuir para o desenvolvimento do país”, disse.

Conforme Marciano Monteiro, para defender um futuro acessível às pessoas com deficiência, o acesso à qualificação profissional é, também, um desafio, que deve ser garantido pelo Governo não só com acesso gratuito à educação, mas também com mecanismos de acessibilidade que inicia da saída da casa às instituições de ensino.

“Ter um trabalho é muito importante para a cidadania. E essa dificuldade que o deficiente tem tira dele o poder de exercer a sua cidadania”, indicou o presidente da ADEVIC.

Apontou ainda, como um “grande entrave” para as pessoas com deficiência, particularmente a visual, as barreiras tecnológicas, pois, os cegos, segundo disse, são clientes dos bancos pagam os seus deveres, mas no que se relaciona aos direitos “deixa muito a desejar” visto que não podem consultar as movimentações bancárias que fazem.

Neste âmbito, lembrou a existência de legislações e ractificação das convenções, exigindo o cumprimento das leis para que pessoas com deficiência possam usufruir do que é legislado, saindo do papel e passe a ser uma prática.

Para a presidente da Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres com Deficiência (APIMUD), Naldi Veiga, pelas dificuldades que passa para conseguir projectos de empreendedorismo para suas associadas é difícil reconhecer que o futuro seja acessível às pessoas com deficiência no país.

“Tem havido muita coisa a favor, mas quanto a acessibilidade ainda falta muito a fazer”, acrescentou.

Face a isso, Naldi Veiga apela as pessoas com deficiência a não esperarem nada de “mão beijada” e a encarar a deficiência não como uma barreira, mas sim como um desafio que pode ser vencido caso houver vontade de ultrapassar as barreiras e construindo sucessos.

Lembrou que a APIMUD tem construído pontes e vencendo barreiras para que as suas associadas possam transformar em pessoas empreendedoras e ganhar o seu próprio salário.

A acessibilidade para as pessoas com deficiência tem sido uma luta constante pelas associações que cuidam dos interesses desta camada populacional.

PC/CP

Inforpress/Fim

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