Directora do Museu da Educação quer ver institucionalizada o Dia Nacional dos Estudantes

Cidade da Praia, 01 Nov (Inforpress) – A directora do Museu da Educação (MEDUCA), Clara Marques, disse hoje que quer ver institucionalizado o Dia Nacional dos Estudantes Cabo-Verdianos, para que os alunos reflictam sobre todos os assuntos relacionados com a sua vida estudantil.

Actualmente, em todo o mundo , é celebrado o Dia Internacional dos Estudantes no dia 17 de Novembro, mas a direcção do Museu e a Associação para a Promoção do Património Educacional de Cabo Verde querem ainda incentivar a criação de um dia nacional dedicado ao estudantes cabo-verdiano.

Em declarações à Inforpress, Clara Marques disse que a direcção do Museu já manifestou junto dos estudantes, das associações estudantis e da Federação dos estudantes do Ensino Superior a ideia de elaborarem uma proposta que deverá ser submetida ao crivo da Assembleia Nacional.

“Nós vamos preparar uma declaração da Praia, que será no dia da realização Assembleia-Geral, que vai acontecer no dia 16 de Novembro, e ali vamos fazer de tudo para começar a implementar, criar e institucionalizar o Dia Nacional dos Estudantes em Cabo Verde”, anunciou.

Uma vez que é uma ideia que vai merecer a aprovação da Assembleia Nacional, Clara Marques informou que este ano, no dia 17, vão assinalar o Dia Internacional dos Estudantes, mas já nos próximos anos 2019 ou 2020, acredita que poderão celebrar o Dia Nacional dos Estudantes Cabo-Verdianos.

A institucionalização desta data, justificou, é para que os alunos e os estudantes reflictam sobre “a sua vida estudantil, sobre os problemas existentes nas escolas, sobre as avaliações, isto é, tudo que está relacionado com a vida do estudante nas escolas”.

Para além deste projecto, a direcção do Museu e a Associação para Promoção do Património Educacional de Cabo Verde têm em carteira a elaboração de um livro sobre “Jogos, Contos, e Cantigas de Rodas”.

À semelhança da obra “Cancioneiro infantil – Vamos cantar na Escola”, constituída por 36 canções infantis e um CD em áudio composto por dez canções, lançado em Janeiro, a direcção quer resgatar as tradicionais antigas de jogos, contos e cantigas de rodas feitas antigamente nos intervalos das aulas.

“Hoje, já não se vê essa forma de brincadeira nas escolas, talvez porque os professores não tenham livros que sirvam de suporte ou porque não conheçam os jogos, as cantigas de rodas e um conjunto de brincadeiras que eram feitas , como jogar ringue, corda e peão”, constatou.

Com este livro, que está na fase de elaboração, assegurou, vão dar aos professores uma ferramenta de apoio, no sentido de começarem a fazer outras coisas divertidas no intervalo das aulas com os alunos.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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