Directora do CIGEF admite que há necessidade de mais estudos sobre os fluxos migratórios em Cabo Verde

 

Cidade da Praia 11 Abr (Inforpress) – A directora do Centro de Investigação e Formação em Género (CIGEF), Clementina Furtado, reconheceu hoje, na Cidade da Praia, que há necessidade de mais estudos sobre os fluxos migratórios em Cabo Verde.

Em declaração aos jornalistas, à margem da conferencia “Observar os fenómenos da emigração, questões técnicas e metodológicas”, promovida pela Universidade de Cabo-Verde (Uni-CV), Clementina Furtado defendeu que dada a fluidez do fenómeno migratório, sempre surgem desafios que propiciam   novos estudos.

“Por mais estudos que façam, sempre surgem coisas novas, isto porque vivemos num mundo onde há muita fluidez de pessoas”, notou a responsável.

Acrescentou, ainda a questão da dualidade imigração e emigração como um fenómeno que merece estudos mais aprofundados, dado que Cabo Verde sempre foi um país de emigração.

“Emigração e imigração sempre estão lado a lado e sempre há a possibilidade de os estudos serem nos dois sentidos”, explicou Clementina Furtado, lembrando que o fenómeno de imigração em Cabo Verde é recente.

Sobre a conferência, disse que tem o propósito é “beber” um pouco da experiência migratória em Portugal, por ser um país onde a comunidade cabo-verdiana é mais representativa em termos emigratórios.

Realizada em parceria com o Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF), a conferência é apresentada por Rui Pena Pires, docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), da Universidade de Lisboa, Portugal.

O conferencista, que é também coordenador do Observatório de Emigração de Portugal, membro do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia e do Observatório das Desigualdade, vai abordar as questões da emigração, tendo como ponto de partida a realidade portuguesa.

OM/CP

Inforpress/Fim

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