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Directora aponta fraca afluência dos cabo-verdianos aos museus como um “grande desafio”

Cidade da Praia, 18 Mai (Inforpress) – A directora dos Museus de Cabo Verde apontou hoje a fraca afluência dos nacionais aos museus como um “grande desafio”, salientando que o objectivo é trabalhar para que as famílias cabo-verdianas possam reconhecer a importância destes espaços.

Ana Samira Silva fez estas declarações hoje aos jornalistas, na Cidade da Praia, à margem da abertura da exposição “Pano di Téra” (Pano de Terra, em português), que acontece no quadro do Dia Internacional dos Museus, celebrado anualmente a 18 de Maio.

Segundo a directora, a exposição “Panu di Téra” é uma proposta no âmbito do programa “Museu objecto memória” a ser lançado no dia 20 de Maio no museu etnográfico.

“Vamos trazer as memórias da vida social, cultural, política do País, colher as suas memórias de infância de juventude, através dos objectos que temos aqui no museu”, revelou.

O conceito do referido programa, segundo esta responsável, é passar a mensagem de um museu num espaço estático elitizado, mas com peças que estão relacionados com as vivências de várias gerações.

Silva frisou, igualmente, que a ideia é ter uma certa rotatividade das exposições, ou seja, a cada mês terão um tema, um convidado e uma exposição nova, pelo que o programa se iniciou hoje com a exposição “Panu di Téra”.

 “Como é sabido o panu di téra é o elemento mais antigo e mais emblemático do nosso artesanato e talvez o único que tinha sido usado no comércio internacional, nas trocas mercantis, portanto é um objecto que está extremamente ligada à identidade cultural cabo-verdiana (…)”, frisou a mesma fonte.

A exposição estará patente num período de um mês, e, segundo Ana Samira Silva, as pessoas poderão ver a contextualização histórica da importância do pano de terra nos tempos de outrora e também toda a dinâmica de revitalização do pano de terra, através dos novos usos introduzidos como elemento decorativo de vestuário.

Relativamente ao funcionamento dos museus neste período pandémico, a directora observou que estiveram fechados durante o período dos três meses de confinamento obrigatório, e logo que reabriram começaram a reinventar formas de “manter a presença” dos museus tanto no espaço físico como nas plataformas virtuais.

Para esta responsável, as “dificuldades” vão continuar a existir, porém estão a preparar cada vez mais para se fazer face aos desafios impostas pela pandemia da covid-19, e também aos outros eventuais desafios, nomeadamente a questão da fraca afluência dos nacionais aos museus, que ao seu ver “é um grande desafio”.

“Este desafio não veio com a pandemia, estamos cientes desta questão e o nosso objectivo é corrigir isso, trabalhar para mostrar às famílias cabo-verdianas que os museus são espaços de lazer, de excelência, de conhecimento e que podem vir visitar com os seus membros e filhos (…)”, perspectivou.

TC/AA

Inforpress/Fim 

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