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Director Nacional de Saúde diz que é preciso maior humanização no atendimento às vítimas de VBG  

Cidade da Praia, 06 Jul (Inforpress) – O director Nacional de Saúde, Artur Correia, disse hoje que as vítimas de violência baseada no género (VBG) devem ter um atendimento personalizado, especializado e humanizado nas estruturas de saúde.

Artur Correia que falava à imprensa, esta manhã na Cidade da Praia, momentos antes de presidir à abertura da acção de capacitação em abordagem e atendimento às vítimas de VBG nas estruturas de saúde, destinada aos técnicos de saúde de todo o país, assegurou que a ideia é lutar para a maior humanização no atendimento e seguimento.

“Eu acho que a melhor abordagem é que as vítimas, nos hospitais, tenham um atendimento personalizado, especializado e humanizado, com profissionais, assistentes sociais e elementos da Polícia Nacional de modo a fazerem o encaminhamento e seguimento devido”, revelou.

Para que a resposta seja célere e adequada defendeu que será necessário também o envolvimento e engajamento da direcção nacional de saúde (DNS), do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), das ONG e de todas as forças sociais que têm intervindo na promoção de um ambiente com menos violência social.

Segundo Artur Correia, a violência baseada no género é uma realidade e um problema de saúde pública e social em Cabo Verde e, durante o confinamento face à pandemia da covid-19, a situação ficou agravado.

Na ocasião, a presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Rosana Almeida considerou a formação “importante”, uma vez que os profissionais de Saúde vão estar melhor preparados para lidarem com situações de VBG fazendo com que a resposta seja mais célere.

No seu entender, é fundamental a resposta de cada sector no combate à VBG, sendo que muitas das vezes as vítimas vão directamente aos hospitais e o pessoal de saúde não sabe como lidar com a situação nem qual o tratamento nem a assistência apropriada para essas pessoas.

“A nossa maior preocupação a nível do atendimento é fazer com que os profissionais de saúde encaixem o caso com sendo VBG, o registo da queixa tem de ser encaminhado para a Polícia para que depois possa encaminhá-la para o Ministério Público”, apontou Rosana Almeida que disse que é fundamental dar seguimento ao processo de modo a evitar casos de feminicídio.

Por outro lado, defendeu que é preciso uma melhor articulação para que a rede possa funcionar com celeridade.

Entretanto adiantou que durante o estado de emergência a violência baseada no género aumentou 08 por cento (%), mas considerou que esse acréscimo não é muito drástico se for comparado com outros países.

“Nesse contexto de confinamento, felizmente não tivemos um disparo com tem acontecido em outros países, tivemos um aumento de 08% o que significa que as instituições funcionaram, estiveram presentes e que as mulheres perderam o medo”, referiu.

A formação é dirigida a médicos e enfermeiros de todas as estruturas de saúde do país e está enquadrada nas actividades comemorativas do Dia Mundial da População celebrado a 11 de Julho, sob o lema “travando a covid-19: como salvaguardar a saúde e direitos de meninas e mulheres hoje”.

Promovida pelo Programa Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva da Direcção Nacional da Saúde em parceria com o ICIEG, UNUPFA, a formação enquadra-se no contexto actual da covid-19 dado ao registo do aumento de casos de VBG.

AV/HF

Inforpress/Fim

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