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Director Nacional da Saúde aponta resistência ao tratamento de transtornos mentais como causa de casos de suicídio

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O director nacional da Saúde, Jorge Noel Barreto, disse hoje que há ainda alguma resistência por parte das pessoas no tratamento de transtornos mentais em Cabo Verde, considerando ser esta uma das principais causas do suicídio.

Jorge Noel Barreto fez esta afirmação à imprensa, na Cidade da Praia, à margem do seminário intitulado: “Saúde Mental e desigualdade em Saúde”, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Pública, por forma a assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental 2021, instituído a 10 de Outubro, este ano sob o lema “Saúde Mental num Mundo Desigual”.

Na ocasião, explicou que a saúde mental ainda é um “tema tabu no País” e que existem vários transtornos mentais que muitas vezes as pessoas não conseguem identificar, o que acabam por atrapalhar a abordagem.

“E essas situações, quando apanhados já são bastantes graves ou quadros agudos, podem ser mais difíceis de controlar”, atestou, salientando que a pior consequência pode ser o suicídio, uma vez que há alguma resistência das pessoas no tratamento de doenças de foro mental.

Instado sobre dados que apontam para o número de pessoas que sofrem de doença mental em Cabo Verde, Jorge Noel Barreto afirmou que a Direcção Nacional da Saúde (DNS) tem estado a trabalhar na questão, mas, neste momento, indicou, os dados falam somente sobre a mortalidade provocada por essas doenças.

“Sobretudo, em relação ao subsidio, em que, anualmente, uma média de 50 pessoas morrem por causa de suicídio, provocadas por situações de depressão, ansiedade e outros transtornos de foro mental”, assinalou.

Por outro lado, o responsável asseverou que a DNS tem feito muitas actividades no sentido de alertar as pessoas, voltadas principalmente para a questão da prevenção, mas também, alertando sobre os sinais que podem indicar a existência de algum transtorno mental.

Informou que a linha verde covid-19 apresenta uma valência de assistência e apoio psicológico, apesar de não ser suficiente devido ao aumento da demanda com a pandemia.

“Mas existem sempre outras soluções como consultas, procurar amigos, orientadores espirituais que podem também servir para esta abordagem”, frisou.

HR/HF

Inforpress/Fim

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