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Director nacional da PJ recomenda criação de comissão de coordenação nacional contra crime organizado

Cidade da Praia, 06 Jul (Inforpress) – O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), António Sebastião Sousa, recomendou hoje a criação de uma comissão de coordenação nacional contra o crime organizado, como forma de incrementar o combate aos fenómenos criminais cada vez mais complexos.

António Sebastião Sousa falava durante o debate estratégico “Defesa e Segurança”, promovido pela Direcção Nacional do Planeamento no âmbito do Exercício Cabo Verde Ambição 2030.

Ao dissertar sobre o “O contexto securitário de Cabo Verde: análise e reavaliação das ameaças e riscos” disse que a localização geoestratégica do arquipélago não traz só vantagens, mas também desvantagens.

A extensa zona exclusiva, a questão da insularidade, a proximidade de Cabo Verde com países politicamente instável na região da CEDEAO, a ameaça crescente do terrorismo, tráfico de drogas e de pessoas são algumas vulnerabilidades apontadas.

A isto acrescentam-se os impactos dos crimes organizados nas estruturas do Estado e a reduzida capacidade de instituições de supervisão, prevenção e repressão de lavagem de capitais, o cibercrime, bem como a carência de meios humanos especializados e técnicos para o devido combate.

Com todas essas as ameaças e vulnerabilidades, adianta que a PJ, enquanto organização de prevenção e investigação de crimes com competência para a investigação de crimes transnacionais, não conseguirá dar conta do recado.

“A PJ dada a sua dimensão e carência, sobretudo de recursos humanos e por não estar presente em todas as ilhas do país, sozinha não conseguirá dar conta do recado. Daí a importância da questão da cooperação entre as instituições”, justificou.

De acordo com a sua proposta essa comissão de coordenação nacional contra o crime organizado deve ser integrada por subcomissões especializadas, nomeadamente contra o terrorismo e proliferação de armas, contra o tráfico de seres humanos e de migrantes, contra o tráfico de estupefacientes e substâncias psicotrópicas e de armas, contra a corrupção e lavagem de capitais e contra o cibercrime e criminalidade tecnológica.

O responsável da PJ cabo-verdiana recomendou o reforço da oposta na formação especializada e continuada dos investigadores, peritos e demais agentes de aplicação da lei.

O reforço dos mecanismos de vigilância, inteligência e meios tecnológicos de prevenção e de investigação criminal, o incremento da cooperação e parcerias entre as instituições nacionais e internacionais, em especial nos domínios da formação, realização conjunta de operações e partilha de informação foram outras recomendações deixada por António Sebastião Sousa.

Sugeriu ainda o reforço do controle de documentos de viagem junta das fronteiras, maior protecção das costas e aquisição de dispositivos de recolha de imagens nos locais onde possam ocorrer o desembarque e transbordo de produtos estupefacientes e outras actividades ilícitas.

MJB/CP

Inforpress/fim

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