Director do HAN diz que foram seguidos todos os procedimentos na instalação de incineradora no Hospital da Trindade (c/video)

Cidade da Praia, 02 Mar (Inforpress) – O director do Hospital Agostinho Neto (HAN) contrariou hoje a posição dos técnicos de Saúde do Hospital Trindade que pedem retirada da incineradora e alegam ser uma ameaça à saúde pública, afirmando que foram seguidos todos os procedimentos.

Júlio Andrade, que falava aos jornalistas esta tarde, no Hospital da Trindade, afirmou que antes de a incineradora ser instalada, há cerca de dois anos, houve um estudo de impacto ambiental que concluiu que “não há” grandes perigos para a saúde pública.

“Seguimos todos os procedimentos e estamos seguros de que é uma incineradora de última geração (…) estamos a agir de boa-fé”, prosseguiu o responsável, informando que a incineração é feita de 15 em 15 dias, “mantendo a segurança máxima”.

O director do HAN, que gere também o Hospital da Trindade, disse ainda que não há “nenhum interesse” de prejudicar nem os doentes e nem os trabalhadores e que o equipamento está preparado para o ambiente hospitalar.

“Eu não digo que, pontualmente, não possa haver fumo, um cheiro mais desagradável. Porque não assisti a todas as incinerações”, prosseguiu Júlio Andrade, argumentando que se a incineradora estiver a funcionar e ser utilizado de forma correcta não terá fumo e nem cheiro.

Questionado se se está a pensar na deslocalização da incineradora para outro espaço, Júlio Andrade respondeu que gostaria de saber para onde.

“Qual é a alternativas que nós temos? Não podem deixar os lixos de classe 3 e 4 (produtos biológicos como sangue, urina, materiais utilizados na diálise, as seringas) no hospital e nem deitar na lixeira. Nós não temos outra alternativa, a não ser incinerar.

Encontramos a solução mais correcta. Se houver solução melhor nós aceitaremos”, rebateu.
Aquele responsável disse ainda que se ficar provado que não pode haver uma incineradora hospitalar num hospital, será encerada a referida incineradora.

“Nós não vamos pensar em nenhuma deslocalização”, frisou Júlio Andrade, dando conta ainda que não irá pedir nenhum novo estudo.

 

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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