Direcção Nacional do Ambiente avalia cenário para assegurar melhor gestão das áreas protegidas nacionais

Cidade da Praia, 20 Nov (Inforpress) – A Direcção Nacional do Ambiente está a avaliar quais serão os cenários para uma melhor gestão das áreas protegidas nacionais, contando com a necessidade de mobilização de mais recursos humanos e financeiros.

Esta avaliação foi feita hoje pelo director Nacional do Ambiente, Alexandre Rodrigues, à margem do workshop nacional para a recolha de subsídios para modelos de gestão do sistema nacional as áreas protegidas, evento que aconteceu via plataforma zoom.

Conforme apontou, estavam em discussão três cenários, entre os quais, o primeiro teria uma gestão directa da Direcção Nacional do Ambiente a nível nacional e depois uma gestão a partir de uma delegação do Ministério do Ambiente.

Para o segundo cenário, a possibilidade de se ter uma gestão directa da Direcção Nacional do Ambiente, mas, através de unidades de gestão das áreas protegidas nas ilhas, sem passar pelas delegações.

Já o terceiro cenário é a possibilidade da criação de um organismo autónomo, seja instituto ou uma agência, para gerir as áreas protegidas e teria uma competência a nível central de gestão e a nível local as unidades de gestão.

“O que se discutiu é que em qualquer dos cenários o problema continua sendo a capacidade financeira e a capacidade de montar os recursos humanos necessários para fazer funcionar qualquer um”, assinalou.

Segundo o responsável, durante a discussão o cenário que teve mais apoio foi o da criação um organismo autónomo, que seria um cenário mais vantajoso, mas, mesmo assim, afirmou, necessita de uma avaliação de quanto tudo poderá custar para, só depois, se ter a real noção de qual seria implementada.

“Para nós, um cenário melhor é aquele que nos trás a eficiência das nossas áreas protegidas, eficácia na gestão, equilíbrio financeiro que consiga gerar receita e que possa ter a capacidade de reduzir os conflitos que possam existir nas áreas protegidas”, destacou.

A nível da legislação, Alexandre Rodrigues disse que é bastante boa e dá conforto mas explicou que há um processo de revisão que vai ser feito, porque muita coisa mudou e há novos componentes que precisam ser introduzidos.

“Hoje o nosso problema de gestão das áreas protegidas está na capacidade de mobilizar recursos suficientes para gerir uma rede de 47 áreas protegidas com probabilidade ainda de aumentar”, ressaltou.

HR/HF

Inforpress/Fim

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