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Dionísio Pereira acusa Chefe de Estado guineense de esbanjar recursos para satisfazer caprichos pessoais

Cidade da Praia, 17 Mar (Inforpress) – O cidadão guineense, Dionísio Pereira acusou hoje o chefe de Estado guineense de esbanjar recursos para “satisfazer” caprichos pessoais, enquanto a ministra dos Negócios Estrangeiros diz que o País não tem recursos para financiar a educação. 

Essas e outras críticas, foram feitas hoje, à margem do encontro entre a comunidade guineense radicada em Cabo Verde, e a ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa que afirmou que o Governo guineense não tem condições para apoiar estudantes na diáspora com bolsas de estudos. 

Dionísio Pereira, guineense radicado no país há mais de 40 anos, considerou que é “inadmissível” o Governo guineense atribuir subsídios milionários aos políticos e dirigentes guineenses, enquanto o povo continua a passar fome, as escolas continuam fechadas e as pessoas morrem por falta de cuidados médicos. 

“Nós precisamos de investir na educação na Guiné. Não se pode dar ao luxo de ter um chefe de Estado a esbanjar dinheiro com aluguer frequentes e quase todos os meses com jactos privados para satisfazer caprichos pessoais e não ter recursos para o financiamento da educação”, apontou Dionísio Pereira que defendeu que os recursos devem ser utilizados lá ondem fazem falta e deve haver disciplina na gestão do Orçamento geral do Estado. 

Por outro lado, criticou ainda o Governo guineense pela forma e linguagem que é dirigida à comunidade emigrada, medida essa que, no seu entender, nem sempre é justa porque nem toda a gente vive na situação de penúria, e daí as missões não devem se resumir em trazer algumas promessas. 

“Há competências que possam ser enviadas para o país, há recursos financeiros que as pessoas podem levar para investir no país e é fundamental que se criem condições também para que as pessoas que estão emigradas possam contribuir para o desenvolvimento do país neste sentido”, sublinhou. 

Para Dionísio Pereira, o que o Governo tem feito para os emigrantes não é favor nenhum, mas sim uma obrigação constitucional e, por conseguinte, a linguagem utilizada deve ser alterada. 

Por outro lado, considerou que os acordos assinados entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau precisam ser concretizados e colocados em prática. 

 “Quando vemos a situação de operadores e investidores cabo-verdianos que estão interessados em investir na Guiné e todos os anos há promessas de navios para ligar os dois países, é absurdo que continuem a assinar acordos e a não fazer concretizar”, referiu. 

Do seu ponto de vista, é necessário envolver a sociedade civil, o sector privado, a comunidade emigrada em Cabo Verde, operadores económicos para se discutir e ver qual é a melhor forma para operacionalizar este tipo de acordos. 

AV/HF

Inforpress/Fim

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