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Dinamarca envia fragata e 175 marinheiros para combater pirataria no Golfo da Guiné

Copenhaga, 16 Mar (Inforpress) – A Dinamarca vai enviar uma fragata e cerca de 175 marinheiros para combater a pirataria no Golfo da Guiné, um dos principais pontos negros para os armadores, anunciou hoje a ministra da Defesa dinamarquesa.

“A fragata estará no local entre Novembro de 2021 e Março de 2022, uma época do ano em que o risco de ataques é maior”, afirmou Trine Bramsen, numa conferência de imprensa, e citada pela agência France-Presse.

A ministra acrescentou que a Dinamarca, quinta maior potência de marinha mercante do mundo, está “a dar o primeiro passo” e que espera que outras nações sigam o seu exemplo.

A fragata, da classe Absalon, está equipada com um helicóptero e operará em águas internacionais, onde poderá trabalhar com parceiros da Dinamarca na região e prestar assistência a navios mercantes sob ataque.

A União Europeia estabeleceu, em Janeiro, uma “presença marítima coordenada” na região, validada por Bruxelas e que conta com Portugal, França, Espanha e Itália.

Ainda assim, o Governo dinamarquês e a maior transportadora marítima do mundo, a Maersk, apelaram, nas últimas semanas, a um reforço da presença internacional na costa da África Ocidental, apresentando a operação europeia Atalanta, que na década passada esteve ao largo da Somália.

Segundo o centro de denúncias International Maritime Bureau (IMB), o Golfo da Guiné é região mais perigosa em termos de segurança marítima em todo o mundo, tendo registado em 2020, mais de 90% do número global de casos de pirataria.

O IMB registou 84 tentativas e ataques bem-sucedidos em 2020, acima dos 64 em 2019, mas quase o mesmo que em 2018, com 82 incidentes, sintetizou um estudo do Institute for Security Studies (ISS) em Pretória, divulgado na quarta-feira.

Dos 135 elementos de tripulações sequestrados em 2020, 130 foram registados nesta área ao largo da África Ocidental e Central em 22 incidentes separados.

Cerca de 40 navios mercantes dinamarqueses passam diariamente pelo Golfo da Guiné, transportando um total estimado de cerca de 10 mil milhões de coroas (1,34 mil milhões de euros) por ano em mercadoria.

Inforpress/Lusa

Fim

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