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Diáspora: Ulisses Correia e Silva chega hoje à Ilha do Príncipe com programa focado na comunidade cabo-verdiana

Santo António, Príncipe, 25 Set (Inforpress) – O primeiro-ministro cabo-verdiano, que se encontra de visita oficial a São Tomé e Príncipe, chega hoje de manhã à Ilha do Príncipe, onde ficará até domingo, com um programa intenso, focado na comunidade cabo-verdiano aqui radicada.

No Príncipe, de acordo com a agenda divulgada à comunicação social, Ulisses Correia e Silva manterá logo à sua chegada à cidade de Santo António um encontro com o Governo Regional do Príncipe, liderado por Filipe Nascimento, e com o presidente da Assembleia Regional, João Paulo Cassandra.

A viagem do primeiro-ministro cabo-verdiano ao Príncipe vai dividir-se entre contactos com autoridades locais e visita a todas as comunidades onde vivem cabo-verdianos e descendentes.

Hoje, para além de contactos com a comunidade, Ulisses Correia e Silva vai proferir, ao fim do dia, uma conferência sobre a “experiência de governação na era covid-19″.

Esta será a segunda deslocação de Ulisses Correia e Silva enquanto primeiro-ministro a São Tomé e Príncipe, onde esteve em 2018.

O chefe do Governo encontra-se em São Tomé desde quarta-feira, para uma visita de cinco dias, a convite do seu homólogo, Jorge Bom Jesus, com um extenso programa oficial.

O ponto alto da visita foi o encontro que Ulisses Correia e Silva manteve com o chefe do Governo santomense, onde aproveitou a oportunidade para sublinhar o “firme compromisso” de Cabo Verde em aprofundar as relações políticas, diplomáticas entre os dois países.

“São Tomé é um país especial. Pela história comum, pela nossa comunidade e por sermos ilhas”, disse o primeiro-ministro cabo-verdiano, que esteve acompanhado pelo ministro das Comunidades, Jorge Santos.

E por serem ilhas, pertença da mesma comunidade, a CPLP, e do grupo restrito de países insulares, com as vulnerabilidades económicas e ambientais que os caracterizam faz com que, segundo Correia e Silva, Cabo Verde e S. Tomé tenham a necessidade de falar a “uma só voz” junto das Instituições Internacionais.

“São dois países com vulnerabilidades e esta condição cria também oportunidades. Por isso, é preciso definir estratégias para terem voz junto das Instituições Internacionais, e juntos caminharem rumo ao desenvolvimento, focado nas pessoas”, sublinhou.

O chefe do Governo falou do “presente, do futuro”, mas não esqueceu o passado que une os dois povos, por razões de história, laços de sangue.

“É o caminho longe que os cabo-verdianos descobriram há muitos anos, década de 40 do século passado, por razões de sobrevivência”, sublinhou.

“Mas nós queremos fazer este caminho de forma diferente, hoje. Um caminho que tenha mais complementaridade, mais proximidade em todas as áreas e que seja focado para as pessoas. Queremos juntos criar as melhores condições de desenvolvimento sustentável”, disse.

Para Ulisses Correia e Silva, o desenvolvimento que se almeja pode passar, entre outros, pela cooperação tripartida, como acontece com o Grão-Ducado do Luxemburgo, ao nível da formação profissional, mas também com a Espanha.

“Agora, com um novo plano indicativo com Luxemburgo vão ser aumentadas verbas e recursos para beneficiar jovens cabo-verdianos e santomenses que vivem e residem em S. Tomé, a terem acesso à formação profissional em Cabo Verde”, concretizou.

O primeiro-ministro referiu também à importância de os dois países apostarem nas energias renováveis.

“Ficaremos menos dependentes dos combustíveis fósseis, utilizando as fontes renováveis”, disse, apontando, igualmente, a cooperação a nível da transição digital, da economia do mar, destacando o facto dos dois arquipélagos serem “muito mais mar do que terra, e há um potencial enorme que poderá ser desenvolvido.

“É preciso fazer com que o capital humano, com qualificação de excelência, educação, esteja também na centralidade nas nossas acções de cooperação tripartida”, concluiu.

JMV/ZS

Inforpress/fim

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