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Diáspora: Autarca de Almada visita Associação Cabo-verdiana CRETCHEU no quadro das celebrações do seu 47º aniversário

Lisboa, 16 Jul (Inforpress) – A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês Medeiros, visita hoje a Associação Cabo-verdiana CRETCHEU, com sede no concelho, no dia em que a instituição assinala o 47º aniversário da sua criação.

Fonte da associação avançou à Inforpress que a visita da autarca, inserida no programa oficial das comemorações do 47º aniversário da Associação Cabo-verdiana CRETCHEU, vai cingir-se, este ano, à assinatura do livro de honra do grémio, devido às limitações impostas pela pandemia.

Apesar de não se realizar o tradicional almoço de convívio entre os associados e amigos, a efeméride não passará em branco, uma vez que foram convidadas algumas entidades e parceiros a proceder à assinatura do livro de honra da associação.

“Este ano, em virtude da pandemia, não se vai realizar o tradicional almoço de convívio entre os sócios, amigos e convidados, como normalmente costuma acontecer”, disse à Inforpress o coordenador do Gabinete de Apoio à Integração do Imigrante, Ildo Rocha Fortes.

“Temos de saber enfrentar as consequências e as contingências decorrentes da covid-19, na esperança que dias melhores voltarão a fazer parte das nossas vidas. Para que isso aconteça, é crucial respeitar as orientações das autoridades de Saúde e Protecção Civil nesse combate que é de todos”, afirmou.

Ildo Fortes indicou, entretanto, que no quadro do aniversário da associação, uma equipa está a preparar o lançamento do projecto de investigação sobre “Cabo Verde da Nação a República: 50 anos do CRETCHEU, que se vai celebrar a 16 de Julho de 2024, altura dos 50 anos do 25 de Abril de 1974. 

A ideia, explicou, é convidar um grupo de investigadores almadenses para integrar a equipa para escrever a história da comunidade cabo-verdiana que escolheu Almada para viver, pelo que contam com envolvimento institucional da Câmara Municipal de Almada.  

Fundada nos rescaldos do 25 de Abril de 1974, antes da independência de Cabo Verde, a 5 de Julho de 1975, graças a um grupo de entusiastas cabo-verdianos, grande parte deles operários da Lisnave, os maiores desafios da associação agora passam pelas acções de solidariedade social, no quadro do Gabinete de Apoio à Comunidade Cabo-verdiana e o projecto da Humanização dos Doentes Evacuados de Cabo Verde em Portugal.

Ildo Fortes considera que o Gabinete, que funciona desde de 2013, já conquistou o seu espaço, no âmbito das respostas sociais, explicando que no quadro de mediação estabelecem a ponte entre a comunidade e as Instituições e que os resultados alcançados são “bastantes encorajadores.”

“Em termos concretos, com várias valências a funcionar, superamos os quinhentos atendimentos mensais, daí a nossa singularidade no Concelho de Almada, em particular, e território português em geral.

Segundo o responsável, em parceria com a Embaixada de Cabo Verde em Portugal, o CRETCHEU e o Gabinete de Apoio à Inclusão Social dos Cabo-Verdianos (GAIS- CV) instalaram a Unidade de Acolhimento dos Doentes Evacuados na margem Sul, com capacidade para 40 utentes.

“No contexto da actual pandemia dá para perceber o impacto desse projecto para a saúde pública já que, até Março de 2018, mais de cem doentes e acompanhantes estavam instalados nas pensões em condições precárias, sem qualquer dignidade”, lembrou.

Hoje, prosseguiu, as condições são bem melhores, uma vez que os doentes evacuados vivem em apartamentos “com todo o conforto e autonomia”, potenciando uma melhor recuperação e integração.

“É com uma profunda satisfação que o CRETCHEU encara esta contribuição na rede de recuperação de saúde das pessoas e melhoria das suas condições de vida”.  

De acordo com Ildo Fortes, a criação do Gabinete de Apoio à Inclusão Social, com a valência da Casa do Cidadão de Cabo Verde, numa parceria com o CRETCHEU, tem contribuído para aumentar a visibilidade da associação junto da comunidade, instituições portuguesas e cabo-verdianas.

“Numa sociedade em constante transformação, o CRETCHEU tem procurado desempenhar o seu papel, enquanto associação sem fins lucrativos, promove acções que potenciam a intersecção entre a comunidade cabo-verdiana e a portuguesa, em prol de uma integração plena de todos aqueles que escolherem Portugal para trabalhar e viver”, concluiu.

JMV/HF

Inforpress/Fim

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