Dia Nacional da Cultura: Câmara Municipal do Maio homenageia artista Quelvino Tavares

Porto Inglês, 18 Out (Inforpress) – A Câmara Municipal do Maio celebra o Dia Nacional da Cultura com várias actividades, com destaque para a homenagem ao falecido artista Quelvino Tavares, um multi-instrumentista que marcou várias gerações de músicos maienses.

De acordo com a edilidade maiense, a iniciativa visa reconhecer o contributo deixado por Quelvino Tavares, que faleceu há um ano, que, “com a sua mestria”, consegui levar várias pessoas da sua geração, bem como os mais novos, a admirá-lo, quando executava vários instrumentos, com destaque para o violino e o clarinete, pouco utilizados, na altura, na ilha do Maio.

Segundo o professor de música Tó Tavares esta homenagem é um “justo reconhecimento”, em parte por aquilo que o artista fez em prol da cultura maiense, que, conforme admitiu, foi “um dos melhores violinista maiense” e “um dos melhores violistas de Cabo Verde de todos os tempos”.

Tó Tavares salientou que este reconhecimento  só não lhe  foi atribuído porque Quelvino Tavares foi uma pessoa “humilde e descendente” da ilha do Maio, lembrando que quando ele tocava em Pedra Badejo havia uma dificuldade em as pessoas conseguirem acesso aos bailes de violino.

Disse ainda que Quelvino Tavares conseguiu ser um “grande instrumentista” porque, para além de pertencer a uma família de “grandes músicos”, da vila da Calheta, da qual fazem parte Ambrósio, Manuel e João Tavares, e Horace Silver, fez ainda um “grande esforço” ao estudar música na Holanda, país onde residiu e trabalhou como emigrante por vários anos.

“Ele não se contentava em tocar por tocar, por isso enveredou nos tempos loucos dos anos 60 a 70 por um academia de música, onde estudou saxofone e clarinete e acabou por influenciar a todos nós com a sua forma de tocar”, referiu Tó Tavares, lembrando que se tratava de um indivíduo “extremamente recatado”, principalmente em manifestar aquilo que ele sabia no campo da música.

“Hoje em dia ainda sinto alguns tocadores como Tote Zabelinha e Luís Tavares trazerem algumas coisas genuínas daquela época, mas também o João de Deus, porque o Quelvino também era compositor, embora tenha feita pouca coisa nesta era”, concretizou Tó Tavares.

Questionado sobre a candidatura da morna a património imaterial da humanidade, Tó Tavares defendeu que este género musical tem todas as condições para tal, motivo pelo qual deu a sua “modesta contribuição”.

WN/AA

Inforpress/Fim

 

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