Dia Mundial do Livro: EFAO-Cabo Verde quer levar livros a todos os cantos do arquipélago (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Abr (Inforpress) – A Rede Nacional de Bibliotecas da EFAO- Earth For All Organization pretende levar livros a todos os cantos de Cabo Verde, uma vez que o seu acesso livro ainda é “uma lacuna” a preencher em vários pontos do arquipélago.

A informação foi avançada hoje à Inforpress pela coordenadora da rede nacional de bibliotecas da EFAO em Cabo Verde, Aniria Teixeira, tendo explicado que esta rede, uma ramificação da EFAO de Portugal, visa a criação ou ampliação das bibliotecas escolares e as bibliotecas municipais em diferentes concelhos.

A primeira acção desta organização em Cabo Verde ocorreu em 2018, no município de São Miguel, interior da Ilha de Santiago, com a doação de mais de 2500 livros para a implementação da biblioteca municipal.

Recentemente, esta organização doou à Escola Grande, do Polo Educativo nº XVI, na Achada Santo António, cerca de 400 livros didáticos e infantojuvenis.

“O livro em Cabo Verde ainda é caro, as crianças ainda não têm acesso aos livros, os jovens ainda não têm o acesso alargado aos livros e isso acaba por também condicionar o hábito da leitura”, considerou.

Aniria Teixeira defendeu a necessidade de as entidades nacionais engajarem-se mais, criando medidas que incentivam e que promovam a leitura e o livro, uma vez que ainda há escolas sem bibliotecas.

“Isso é uma lacuna grave na nossa sociedade e que precisa ser revisto e é isto que a EFAO quer. A EFAO quer preencher essas lacunas criando bibliotecas para dar às crianças mais desfavorecidas a oportunidade de terem acesso ao conhecimento, de ter acesso a diversos autores e de ter ainda instrumentos que lhes permitam ser um bom cidadão”, assegurou.

Este projecto não vai cingir-se apenas à ilha de Santiago, pois, a ideia, afirmou, é chegar às outras ilhas do arquipélago, pelo que, de momento, já estão em contacto com o autarca de São Antão para que esta ilha seja a próxima a ser contemplada com livros.

A EFAO de Portugal, que doa os livros para a delegação cabo-verdiana, tem estado a realizar várias campanhas para arrecadar livros e esses livros arrecadados, sublinhou, são de alta qualidade, de diferentes autores, livros didáticos, e também de diversas áreas, livros da literatura portuguesa, francesa e inglesa.

A nível nacional fez saber que ainda não realizaram nenhuma campanha de recolha de livros, mas a intenção é engajar os actores nacionais, tanto a sociedade civil, como as diferentes instituições nesta causa.

“Se houver parceiros nacionais, seja instituições ou pessoas, que gostam de livros e gostam de promover à leitura, que tem livros e que queiram dar utilidade a esses livros podem entrar em contacto connosco”, solicitou.

Neste dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autores, esta amante da literatura apela as pessoas para valorizarem mais os livros.

“O meu apelo é que os jovens agarrem nos livros e deem uma oportunidade aos livros, que os pais incentivam às crianças a lerem para que tenhamos uma sociedade mais culta, e uma sociedade repleta de bons cidadãos”, apelou.

O livro, ajuntou, não somente serve para a construção de um “bom cidadão”, mas também permite que a pessoa ganhe conhecimento e seja mais fluente na língua portuguesa, saiba escrever e falar bem.

AM/AA
Inforpress/Fim

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