Dia Mundial da Criança:  O CEC-CV faz roda de conversa no Dia Mundial da Criança

Cidade da Praia, 20 Nov (Inforpress) –  A chefe nacional do corpo do Escutismo Católico Cabo-verdiano (CEC-CV), Maria José Alfama, afirmou hoje que o abuso sexual de crianças e o uso abusivo do álcool e outras drogas merecem uma especial atenção, na sociedade cabo-verdiana.

Zézinha Alfama, fez este alerta no Dia Mundial das Crianças que se comemorou hoje, 20 de Novembro, numa roda de conversa que marcou o início das actividades de comemoração do 20º (vigésimo) aniversário da CEC-CV que se comemora no dia 30 do corrente mês.

Segundo a chefe do Escutismo Católico Cabo-verdiano, o abuso sexual de crianças e o uso abusivo do álcool e outras drogas são duas situações que afligem a nossa sociedade, porque afecta muitas famílias, crianças e adolescentes.

Por sua vez a técnica do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Assunção Oliveira, disse que Cabo Verde tem tido grandes ganhos na implementação da Convenção dos Direitos da Criança (CDC), porém afirma que os desafios são muitos.

“Temos alguns direitos que já estão garantidos, por exemplo a nível da educação e da saúde já atingimos taxas satisfatórias, mas no âmbito do desenvolvimento e bem-estar das crianças ainda temos grandes desafios que estão relacionados com a situação da pobreza”, afirmou.

Assunção Oliveira salientou que, no âmbito da protecção das crianças, o ICCA tem um “longo caminho a percorrer” porque ainda se registam vários casos de maus tratos, negligência, abuso e exploração sexual de crianças, as piores formas de violação dos direitos das crianças.

“O ICCA tem dois centros de emergência infantis para dar resposta às crianças em situação de risco, situados na cidade da Praia e em São Vicente. A maioria dos casos de crianças que estão no centro é por causa da negligência e mãos tratos, visto que os pais não querem assumir as crianças, embora também tenhamos casos de abuso sexual”, revelou.

Assunção Oliveira, garantiu que o ICCA tem dado uma boa resposta perante essas situações, com um telefone de emergência para onde qualquer pessoa pode ligar e fazer uma denúncia anónima, a partir de qualquer parte do país.

Por sua vez a embaixadora da campanha “menos álcool mais vida”, Rosy Alfama, disse que a campanha tem tido uma intervenção nas escolas, sensibilizando crianças desde muito cedo já que, acrescentou, quanto mais pequenos forem as crianças melhor ainda.

“Temos estado a falar com as crianças e adolescentes mostrando-lhes que eles podem ser um agente da mudança nas suas casas, apelando-lhes que eles não devem aceitar que os pais ou familiares os mandem comprar bebidas alcoólicas, nem mesmo oferecer-lhes”, explicou.

De acordo com a embaixadora a campanha tem estado a utilizar uma estratégia de ter embaixadores de diferentes áreas, em todos os lugares para fazer um trabalho “cirúrgico” porque o usuário de álcool nem sempre aceita que é um alcoólatra.

Anualmente, a 20 de Novembro celebra-se o “Dia Mundial da Criança”, data que assinala a adopção da Convenção dos Direitos da Criança (CDC) das Nações Unidas, um instrumento de direitos humanos que contribuiu para o registo de avanços substanciais e mensuráveis na sobrevivência e desenvolvimento da criança, aumento da consciencialização e adopção de medidas e soluções de protecção da criança, para além da promoção da participação da criança como um direito fundamental consagrado na Convenção.

DM/HF

Inforpress/Fim

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