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Dia Mundial da Casa de Banho: Cerca de 83% dos agregados familiares têm acesso a instalações sanitárias – ANAS

Cidade da Praia, 19 Nov (Inforpress) – Cerca de 83% dos agregados familiares em Cabo Verde têm acesso a instalações sanitárias, mas o acesso ao saneamento básico e rede de esgoto está concentrada nas áreas urbanas, divulgou a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS).

Os dados constam no Inquérito Multi-Objectivo Continuo realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referente a 2018, revelados pela ANAS, no âmbito do Dia Mundial da Casa de Banho, celebrado hoje sobre o tema “Não é apenas uma casa de banho: é um salva-vidas, um protector de dignidade e um criador de oportunidades”.

De acordo com o documento, 82,8% dos agregados familiares no país têm acesso a instalações sanitárias, sendo que a fossa séptica é a principal fonte de evacuação das águas cinzas.

O acesso ao saneamento básico (rede de esgoto) é de 80,7% com uma concentração nas áreas urbanas, nomeadamente Mindelo, Praia, Sal, Tarrafal, Pedra Badejo e Calheta, sendo que 17,1% das famílias não tem acesso a uma sanita (11,4% no meio urbano e 29,7% no meio rural).

Os dados indicam que 54,9% das sanitas ou retretes estão ligadas a fossas sépticas e 26,8% à rede pública de esgoto, havendo ainda 6,5% de famílias que declararam partilhar as instalações sanitárias com outra família.

“Santa Cruz (41,6%), Ribeira Grande de Santiago (40,9%) e São Miguel (38,6%) são os municípios que apresentam maiores taxas de agregados familiares sem acesso às instalações sanitárias, sendo que Sal (2,8%), Brava (4%) e Maio (4,6%) apresentam menores taxas de agregados sem casa de banho”, revela o documento.

O INE informa ainda que não há disparidades de género, sendo que as famílias chefiadas por homens têm igual número acesso a instalações sanitárias do que as representadas por mulheres (82,9%).

O documento indica que são as mulheres e as crianças a assegurar as funções de descargas das fezes, normalmente nas imediações das habitações e em condições ambientais medíocres, que representam um grande risco para a sua saúde e para a saúde pública.

De acordo com os dados, 82,9% das famílias declarou usar sistema de evacuação das águas residuais para evacuar águas sujas do banho, da limpeza, da lavagem de roupa, e 54,1% prefere despejar essas águas em redor das casas, sendo esta prática mais acentuada no meio rural (78,4%).

O Dia Mundial da Casa de Banho foi reconhecido oficialmente  pelas Nações Unidas, em 2013, e tem por objectivo alertar a população para o facto de mais 4,2 bilhões de pessoas no mundo não terem acesso a uma casa de banho limpa, segura e privada e enfrentam muitas formas de discriminação.

Isto significa que uma em cada três pessoas não dispõe de casa de banho que assegure boas condições de higiene e segurança.

O tema deste ano visa alertar para as pessoas que ficam para trás sem saneamento e as consequências sociais, económicas e ambientais da inacção das autoridades responsáveis.

O Objectivo de Desenvolvimento Sustentável   (ODS) 6 tem como objectivo eliminar a defecação a céu aberto e garantir que todos tenham acesso a serviços de saneamento sustentável até 2030, “prestando atenção especial às necessidades de mulheres e meninas e em situações vulneráveis”.

AV/AA

Inforpress/Fim

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