Dia do Professor Cabo-verdiano: Primeiro-ministro diz que investir na educação é financiar o desenvolvimento do País

Assomada, 23 Abr (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje, por ocasião da celebração do Dia do Professor Cabo-verdiano, que “investir na educação é financiar o desenvolvimento do País através da educação”.

“Não vou abordar o tema “Financiar o futuro: educação agora” do ponto de vista financeiro ou de contabilidade de recursos, ou financiamentos disponíveis ou que temos que fazer, mas do ponto de vista do financiamento e do desenvolvimento para o capital humano. Este que é o resultado final que todos pretendemos, no sentido de conseguirmos melhores condições para o desenvolvimento do País”, declarou Ulisses Correia e Silva perante uma sala apinhada de professores e dirigentes do Ministério da Educação.

O governante falava durante uma aula magna sobre “Financiar o futuro: educação agora”, no encerramento da conferência internacional sob o lema “o papel do professor no alcance do ODS 4”, que decorre desde segunda-feira na residência estudantil em Assomada, Santa Catarina (ilha de Santiago), promovida pela SIPROFIS, no âmbito do Dia do Professor Cabo-verdiano, assinalado hoje.

Segundo ele, a ligação da educação com o desenvolvimento, sobretudo com os ODS pressupõe na sua perspectiva “uma visão e uma ambição do futuro, um compromisso com gerações e mudanças”.

Por tudo isso, o primeiro-ministro afirmou que o capital humano é de facto um factor de mudança com impacto no conhecimento, na aprendizagem, na inovação, no empreendedorismo, no saber fazer e estar na vida, na qualidade das instituições, na competitividade das economias e na vida em sociedade.

Para ele, a sociedade tem desfocado e tem preocupado mais com obras, sobretudo os que governa, mas no seu entender o elemento central que faz com que as mudanças e as transformações das sociedades e dos países que é o capital humano.

Entretanto, de acordo com o chefe do Governo, o capital humano precisa de instituições fortes e credíveis, bons sistemas educativos e um ambiente geral, quer político, institucional e económico-social e com valores que libertem as energias criativas das pessoas, a sua capacidade de apreender, trabalhar, cooperar, confiar e auto-organizar e de se responsabilizar.

Ulisses Correia e Silva que é de opinião que “a educação é a chave do desenvolvimento”, e defendeu que não se deve educar e formar os cidadãos somente para o conhecimento e qualificação, mas também para valores, como cidadania e de atitudes favoráveis ao desenvolvimento.

Nesse sentido, afirmou que o Governo cada vez entende que se teve colocar a educação como um desígnio nacional, não como um instrumento para a saída da pobreza, mas como factor de riquezas, mormente riqueza humana para a criação do futuro de maior prosperidade.

Para tal, apontou alguns “ingredientes” como a valorização da educação, uma forte aposta nos professores quer com formação e motivação, despolitizar as escolas, um forte compromisso inter-geracional para que se possa formar jovens e que estes tenham competências que os prepare para o mercado de trabalho e em sociedade.

Por outro lado, fez saber que para se conseguir esses desideratos, os professores devem estar motivados, referindo-se às suas pendências, tendo reiterado o compromisso do Governo em resolvê-las ainda este ano.

A universalização da educação pré-escolar que consta da reforma educativa em curso que diz ser o “maior investimento que se está a fazer na educação”, a isenção de propinas que neste momento vai até ao 8º ano, que indicou em Setembro de 2020 vai atingir o 12º ano, a eliminação de propina para as pessoas com deficiências de todos os níveis, reforço na intervenção na área de acção social e escolar, quer a nível da alimentação, transporte escolar, kits escolares, programa de tempo livre nas férias “Recreio”, segundo ele são fundamentais para eliminar a “barreira de rendimento e para o acesso à educação”.

Tendo em conta que o Governo quer fazer da educação de qualidade um “grande desígnio do país”, lembrou que têm em curso a implementação da reforma educativa que passa pelo ensino desde o pré-escolar e ainda aposta em matemática e línguas, mormente portuguesa, inglesa e francesa e Tecnologias de Informação e Comunicação.

Na ocasião, Ulisses Correia e Silva lembrou que o Banco Mundial aprovou um crédito no valor de dez milhões de dólares para apoiar a reforma da educação e da qualificação em Cabo Verde, e garantiu, por outro lado, que o Executivo está a apostar fortemente em políticas para melhorar a qualidade do ensino, sobretudo na inclusão e no acesso.

FM/FP

Inforpress/Fim

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