Dia da Cultura e das Comunidades: Presidente da República exalta a figura de Eugénio Tavares

Cidade da Praia, 18 Out (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje que comemorar o Dia Nacional da Cultura e das Comunidades personificado num dos “ícones maiores” da Cultura cabo-verdiana, Eugénio Tavares, é celebrar a essência do cabo-verdiano, sua história e identidade.

Para o chefe de Estado, esta comemoração significa “celebrar Cabo Verde, que, alicerçado na Cultura e nas Comunidades no exterior, se estende muito para além das ilhas”.

Jorge Carlos Fonseca, que fez essas considerações numa mensagem alusiva ao Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, afirmou que todos, nas ilhas e na “ampla diáspora”, são responsáveis pela “elevação” da cultura cabo-verdiana, “pela continuidade deste sentimento de pertença, no moldar desta identidade, saída do caldo de outras nações, ao longo de séculos”.

“Gostaria de aproveitar este dia especial, esta efeméride que nos toca de maneira particular, para destacar e chamar a atenção para os nossos cultores e fazedores da arte popular”, pontuou o Presidente da República, que é também poeta e escritor.

Para Jorge Carlos Fonseca, o facto de Cabo Verde dispor de “inúmeros artistas e fazedores da cultura” impede que esta possa estar em “perigo ou ameaçada”.

“Agentes culturais encarregam-se, nas suas múltiplas e variadas formas, de a desenvolver, promover e divulgar, vivificando-a, garantindo, assim, a sua perenidade”, precisou, acrescentando que a cultura integra também o “particular modo de pensar e agir” do cabo-verdiano.

“E se ela [a cultura] por si só se mostra capaz de fazer o seu caminho, não podemos fugir à nossa responsabilidade de a democratizar, na nossa sociedade, de maneira a aumentar e permitir o seu acesso a todos, como bem indispensável à comunidade”, observou o Presidente, para quem o “acesso generalizado” permite a construção e “aprofundamento da nossa identidade cultural, abrindo as formas de comunicação, de conhecimento e de intercâmbio, estejam as pessoas na cidade ou nos meios rurais”.

Neste dia em que o país comemora a cultura e a sua diáspora, o chefe de Estado ressaltou que hoje Cabo verde um país em desenvolvimento com uma “taxa de crescimento interessante e, não obstante a pobreza ainda existente”.

Segundo ele, o próprio Banco Mundial tem reconhecido que há uma “redução enorme da pobreza e da pobreza extrema” no país, devido sobretudo aos “bons programas, à estabilidade política e às instituições fortes”.

“Somos um país conhecido e respeitado no mundo, pela estabilidade política, pela seriedade nas políticas públicas, pela governação responsável e pelo grau de maturidade do nosso sistema democrático”, indicou JCF.

Na sua perspectiva a emigração cabo-verdiana é conhecida e respeitada no mundo, pois, sublinhou, são trabalhadores “sérios e empenhados, pacíficos”, mas “muito ciosos”dos seus  direitos.

“Integramo-nos nos países de acolhimento com facilidade, porque é mesmo assim a nossa história, feita de encontros de povos, raças, culturas e línguas, somos síntese e somos ponte, por sermos, na nossa singularidade, pedaços de muitos mundos e cores”, destacou o chefe de Estado.

Notou ainda ser “reconfortante reconhecer que as sucessivas gerações de cabo-verdianos souberam aproximar-se e formar, nos países de acolhimento, comunidades coesas, sólidas e prestigiadas”.

“Julgo, no entanto, que se torna urgente que se comece a encarar a importância do associativismo em outros moldes”, admitiu, exortando aos mais jovens apreenderem as “boas práticas” dos que os antecederam e “avançar na senda de um associativismo que se edifique sobre um piso de valores comuns baseado na importância da liberdade, da democracia, da amizade entre os povos e da promoção da cultura cabo-verdiana”.

Reconheceu que a pandemia da covid-19 levou ao confinamento e a quase  paralisação da actividade económica tem tido “consequências sociais”  junto das comunidades cabo-verdianas no exterior que “não têm podido se socorrer, na plenitude, do movimento associativo que sempre teve um papel de ajuda e solidariedade entre os cabo-verdianos residentes no estrangeiro, não obstante algumas importantes medidas sociais de mitigação tomadas por governos dos países de acolhimento, em particular dos países Europeus e EUA”.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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