Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Dia da África: Secretário-geral da UCCLA realça pobreza que continua a limitar África

Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) – O secretário-geral da UCCLA disse hoje que a pobreza em África continua a seguir o seu ciclo vicioso, assinalando a falta de poupança indispensável ao investimento, a corrupção, a ausência de planeamento inclusive o familiar.

Vitor Ramalho fez essa reflexão na sua mensagem alusiva a comemoração do Dia da África, que se assinala a 25 de Maio, data instituída desde 1972 pela Organização da Nações Unidas para assinalar a criação da Organização da Unidade Africana (OUA) em 1963.

Na sua mensagem, o secretário-geral da UCCLA, refere-se ainda na radicalização de certas religiões “ecuménicas” e os seus efeitos, bem como as debilidades de outras respostas estratégicas no plano da diversificação das economias.

“O combate à covid-19 tem vindo a vulnerabilizar ainda mais os recursos necessários em África ao reforço a um novo modelo de desenvolvimento, razão bastante para que se multiplicam os bons exemplos da boa governação, que felizmente existem em alguns países africanos”, realçou na sua declaração alusiva à data.

Lembrou ainda, na sua mensagem, o apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, quanto ao perdão da dívida e sua importância para África neste momento.

A UCCLA, segundo referiu, tem aproveitado o confinamento causado pela covid-19 para, nas suas plataformas sociais, promover inúmeros novos eventos culturais, de proximidade com os munícipes das cidades associadas à organização.

A organização, prosseguiu, tem ajudado na divulgação, no final de cada semana, da dimensão da pandemia em cada um dos países das cidades membros da UCCLA.

“Sentimos ser uma obrigação cívica indeclinável de contribuirmos, cada vez mais, para a divulgação desses eventos, com expressão inovadora na música, nas letras, na saúde e na economia e, por esta via, aprofundarmos cada vez mais as relações de cidadania com os cidadãos de um continente com futuro e de futuro, que é África”, acrescentou.

Lembrou na sua mensagem alusiva à data, os factos que promover a descolonização africana sendo o primeiro o Gana, o desmantelamento do regime do apartheid na África do Sul, para a independência da Namíbia e para a criação de um regime de maioria no Zimbabwe.

As independências dos países de língua oficial portuguesa com o consequente reconhecimento da potência colonizadora, Portugal, só foram possíveis em 1975 após a mudança do regime politico determinado pela revolução de 25 de Abril de 1974, também foi referido na mensagem alusiva a data.

Em Maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

A OUA, que preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino, foi estabelecida a 25 de Maio de 1963, que seria também declarado o Dia de África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objectivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

O Dia de África assinala os 57 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA).

PC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos