Desemprego em Cabo Verde aumentou de 12,4% em 2015 para 15% em 2016 – INE

Cidade da Praia, 31 Mar (Inforpress) – A taxa de desemprego em Cabo Verde aumentou 2,6 pontos percentuais, passando de 12,4% em 2015 para 15% em 2016, sendo que a Praia é o município que tem mais pessoas desempregadas, ou seja, 22,1%.

Segundo os dados das Estatísticas do Emprego e Mercado do Trabalho de 2016 apresentados hoje à imprensa pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na Cidade da Praia, o desemprego nos homens passou de 13,5% para 12,9%, enquanto nas mulheres passou de 11,2% para 17,4%.

As pessoas activas ocupadas em 2016 eram 209.725 (194.485 em 2015) e dessas, 36.955 são desempregadas (15%) contra os 27.599 em 2015 (12,4%) e 140.467 inactivas, sendo que os jovens na faixa etária dos 15 aos 24 anos representam uma taxa de 41% da população desempregada e dos entre 15 e 34 anos são 24,2% da população desempregada.

No meio urbano, a taxa de desemprego é maior, tendo em conta que aumentou 2,7 pontos percentuais, isto é, de 14,2% em 2015 para 16,9% em 2016, e no meio rural passou de 7,9% para 10,3%. Mas a capital do país é a mais afectada pelo desemprego, tendo registado um aumento de 6,4 pontos percentuais de 2015 para 2016, ou seja, passando de 15,7% para 22,1%.

A seguir à Praia aparecem Santa Catarina de Santiago com 19,6%, São Vicente com 16,2%, Ribeira Grande de Santiago com 13,9%, Ribeira Brava com 12,6% e Porto Novo com 10,3% da taxa do desemprego, e no sentido oposto estão Ribeira Grande e São Lourenço dos Órgãos, ambos com 4,5%, seguidos da Brava com 4,6%, Calheta de São Miguel com 5,3% e São Domingos com 5,7%.

Ao apresentar os resultados das estatísticas, o técnico do INE, Orlando Monteiro, explicou que o concelho onde a situação do desemprego se coloca com “mais incidência é a Praia”, mas que nos concelhos rurais onde a taxa de desemprego é “relativamente baixa”, como a Brava e São Lourenço dos Órgãos, existe uma situação “um bocadinho delicada”.

“Esses indicadores dependem, muitas vezes, das pessoas que vão à procura do emprego, porque se as pessoas não fazerem isso, automaticamente caem na taxa de inactividade e teremos uma taxa de desemprego baixa”, esclareceu, indicando que cálculos são feitos de acordo com as recomendações internacionais.

O sector que emprega mais pessoas continua a ser o terciário, ou seja, 61,1% da população activa ocupada, seguido pelo primário com 20,4% e pelo secundário 18,5%, enquanto que no nível de instrução, regista-se 20,7% das pessoas com pós-secundário, 20,2% com secundário, 8,3% com primário e 5,2% sem nível, estão no desemprego.

A taxa de sub-emprego é de 29,8% visto que representa indivíduos que trabalham menos de 35 horas por mês, fazendo com que os concelhos com menos taxa de desemprego sejam os onde as pessoas têm um trabalho precário, segundo Orlando Monteiro.

Por exemplo, em São Lourenço dos Órgãos tem uma taxa de desemprego de 4,5% e de sub-emprego de 39,3%, Calheta de São Miguel tem 5,3% de desemprego e 64,7% da taxa de sub-emprego, mas a Praia, com uma taxa de desemprego de 22,1%, apresenta uma taxa de sub-emprego de 12%.

DR/ZS

Inforpress/Fim

 

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