Deputados do MpD prometem juntar voz à FICASE para ajudar na resolução dos seus problemas

 

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – Os deputados do Movimento para a Democracia (MpD-no poder) prometeram hoje que vão juntar a sua voz à da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social e Escolar (FICASE) para ajudar na resolução dos seus problemas, sobretudo financeiros.

A garantia foi dada pela deputada Lúcia Passos, em declarações à imprensa no final de um encontro com a direcção da FICASE, no âmbito das visitas que os deputados do MpD pelo círculo eleitoral de Santiago Sul têm realizado às várias instituições, nomeadamente a Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCB), o Centro de Emprego e Formação Profissional de Variante, o Tribunal da Comarca da Praia.

“Enquanto deputados, temos de ser porta-voz e reforçar a voz da FICASE junto do Governo e da própria sociedade para apoiar na resolução dos problemas”, afirmou, indicado que neste momento a maior preocupação da fundação é que está a funcionar apenas com o Orçamento do Estado.

Segundo a deputada, a FICASE já não tem mais projectos que financiem os seus programas sociais, o que leva a “um grande esforço” da instituição para o cumprimento dos compromissos anteriormente assumidos a nível de subsídio para bolsas de estudo, para garantir a alimentação, o transporte e a saúde escolar.

Por outro lado, Lúcia Passos acredita que a partir do ano lectivo 2017/2018 a FICASE irá ter mais encargos, atendendo que o ensino, até 8º ano de escolaridade, vai ser nas escolas do ensino básico, sustentando que a instituição deve encontrar parceiros para que as suas actividades tenham continuidade e sustentabilidade.

Em relação às visitas a outras instituições, a deputada do partido que sustenta o Governo disse que o balanço é positivo, já que conseguiram inteirar-se do funcionamento das mesmas e perceber a dinâmica na implementação dos programas.

“A nível do emprego, ficamos a conhecer o novo paradigma em termos de formação profissional, ou seja, formar para o mercado de trabalho e não para as pessoas ficarem no desemprego”, afirmou, indicado que isso é “bom”, visto que o país deve utilizar os recursos para que tenham impacto na vida das pessoas.

A nível dos tribunais, Lúcia Passos notou que constataram um constrangimento que tem a ver com o facto de, apesar da sua independência, ser preciso reforçar a capacidade de funcionamento dos tribunais em termos da melhoria das condições de trabalho.

Na FCB ficou claro, conforme ela, que o Governo precisa dar o seu contributo, tendo em conta a actual situação da nova direcção.

DR/FP

Inforpress/Fim

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