Deputados da CEDEAO reúnem-se em plataforma virtual para discutirem “assuntos pertinentes” da Comunidade

Cidade da Praia, 22 Jul (Inforpress) – O Parlamento da CEDEAO está reunido, via vídeo-conferência, na sua segunda sessão extraordinária para discutir “assuntos pertinentes” relacionados com a vida dos cidadãos da comunidade, em tempo de pandemia.

Segundo a nota de imprensa, o novel presidente do Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, o serra-leonês Sidie Mohammed Tunis, explicou que a reunião virtual dos deputados é o cumprimento das directrizes do presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou, para prevenir e “evitar a propagação da Covid-19” no seio das instituições da organização.

Sidie Mohammed Tunis, no seu discurso de boas-vindas, lamentou a morte dos mais de 1600 cidadãos comunitários, incluindo os 21 cabo-verdianos, que já perderam a vida por causa da pandemia de covid-19.

“Os dados estatísticos da Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS), confirmados pela OMS, sobre os efeitos da pandemia na sub-região da CEDEAO mereceram, igualmente, os comentários do presidente do Parlamento da CEDEAO”, lê-se na nota de imprensa.

Para Sidie Tunis, o novo coronavírus já provocou um “duro golpe” aos cidadãos e às economias do mundo e, naturalmente, às nações africanas, com particular destaque as da CEDEAO.

Participam nesta sessão extraordinária 115 deputados comunitários.

O Tratado de Lagos, que estabeleceu a CEDEAO, foi assinado em Maio de 1975 com o objectivo de promover o comércio regional, a cooperação e o desenvolvimento na região. Desde então houve apenas duas mudanças entre os membros: a entrada de Cabo Verde em 1976 e a saída da Mauritânia em 2002.

O tratado da CEDEAO foi revisto e assinado em Julho de 1993, de forma a acelerar a integração económica e aumentar a cooperação na esfera política, incluindo o estabelecimento dum parlamento oeste-africano, um conselho económico e social e um novo tribunal para assegurar a execução das decisões da Comunidade. Este novo tratado dá formalmente à Comunidade a responsabilidade de evitar e resolver conflitos na região.

Sete países desta região formaram uma união económica e monetária chamada de União Económica e Monetária do Oeste Africano sob o compartilhamento do franco CFA, a moeda comum desses países.

Em 2017, a CEDEAO interveio militarmente na Gâmbia para garantir a posse do novo presidente.

LC/CP

Inforpress/Fim

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