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Deputado Júlio Correia manifesta-se “solidário” com Arnaldo Silva “sem entrar no mérito da justiça”

Cidade da Praia, 06 Set (Inforpress) – O deputado Júlio Correia manifestou-se hoje “solidário” com Arnaldo Silva, detido na quarta-feira sob suspeita de crimes de “burla qualificada, falsificação de documentos, organização criminosa, corrupção activa, falsidade informática e lavagem de capitais”.

Numa publicação efectuada no Facebook, o deputado eleito nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), pelo círculo de Santiago Sul, começou por escrever que “sem entrar no mérito da justiça e das investigações judiciais em curso”, deve pontificar a sua “solidariedade ao amigo Arnaldo Silva”.

Conforme relembrou o também ex ministro dos governos de José Maria Neves,  Arnaldo Silva nos anos 90, se solidarizou com ele, Júlio Correia, quando foi “vítima de uma cabala e perseguição políticas, sob disfarce da justiça”.

“Nunca me esqueço, Náná da tua determinação num tempo mau”, escreveu Júlio Correia, enviando o seu “abraço solidário”, e “apoio sem condição e votos a que tudo seja esclarecido a contento”.

A par disso, o deputado afirmou que considera ser “ignóbil julgar à pressa” e “sem elementos de prova, na praça pública, agravado à recusa da presunção de inocência”.

“Irrita-me esse julgar irresponsável, essa barbárie de caça às bruxas”, declarou Júlio Correia, para quem é “repugnante ver as aves de rapina a se colocarem a jeito, uns por razões da pequena política, outros por inveja do sucesso alheio, para o pasto antes do tempo”.

Finalizando, Júlio Correia acrescentou que “é deixar funcionar a Justiça, pois tardando ou não, ela sempre acontece”.

Presente na quinta-feira ao tribunal, a Arnaldo Silva foi aplicado termo de identidade e residência, proibição de sair do país e impossibilitado de contactar os demais elementos envolvidos no processo.

Entretanto, a Procuradoria da República da Comarca da Praia, em comunicado, informou que identificou mais seis suspeitos no caso de aquisição e venda de terrenos na Praia.

“(…) As diligências de instrução até agora realizadas permitiram a identificação de mais seis suspeitos, todos pessoas singulares”, lê-se no comunicado divulgado no site do Ministério Público, que ressalta o facto de esse processo se encontrar “em fase de instrução e, por isso, em segredo de justiça”.

O comunicado não divulga a identidade dos seis novos suspeitos.

O Ministério Público explicou que o causídico, radicado na cidade da Praia, foi detido na sequência dos autos de instrução que decorrem na Procuradoria da República da Comarca da Praia nos quais se investigam “indícios de ilícitos criminais relacionados com a aquisição e venda de terrenos na cidade da Praia e susceptíveis de integrarem os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de capitais”.

No documento lê-se que nesse âmbito foram realizadas buscas a dois escritórios de um advogado identificado, que já se sabe se tratar de Arnaldo Silva, buscas essas que foram autorizadas e presididas pelo Juiz, em observância de todos os pressupostos legais, e resultou na detenção, fora de flagrante delito, do mencionado advogado, que foi apresentado ao Juiz de turno junto do Tribunal Judicial da Comarca da Praia para primeiro interrogatório e aplicação de medida de coação.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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