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Demissão do ministro Luís Tavares demonstra que o governo de MpD é diferente – Joana Rosa

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – A líder do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), Joana Rosa, considerou hoje que a demissão do ministro Luís Filipe Tavares demonstra que o Governo de MpD é diferente do PAICV.

Joana Rosa afirmou que o ministro, responsável pela diplomacia cabo-verdiana, agiu em consequência e assumiu as suas responsabilidades, e enumerou uma série de casos envolvendo membros do então Governo do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV), sem os mesmos demitissem ou fossem demitidos.

“A líder do PAICV nomeou o marido para um alto cargo sem que fosse demitida, utilizou recursos do Estado para campanha interna denunciada por um colega do partido não demitida, a ministra que utilizou os recursos de Estado para a construção de uma barragem que não retém água não foi demitida, vários outros casos que aconteceram com a governação do PAICV e nunca os governantes do PAICV tiveram a amabilidade de se demitirem”, apontou.

Joana Rosa disse que não há motivos para a dramatização desse caso e afirmou que o Governo de Ulisses Correia e Silva continua a reunir todas as condições para continuar a governar o país.

“O país está bem governado”, afirmou, lembrando que no caso da nomeação do cônsul honorário de Cabo Verde na Flórida, o ministro Luís Filipe Tavares agiu de boa fé, já que tinha “boas informações” disponibilizadas pelo autoridades norte-americanas.

Luís Filipe Tavares pediu demissão esta terça-feira, 12, na sequência da polémica à volta da recente nomeação do empresário português César do Paço para cônsul de Cabo Verde, na Flórida, nos EUA, despoletada a partir de uma reportagem de investigação emitida no canal português SIC.

De acordo com a reportagem intitulada “A Grande ilusão: cifrões e outros demónios”, César do Paço é apontado como principal financiador do Chega, partido da extrema-direita de Portugal.

As informações divulgadas apontam ainda que César do Paço foi acusado em 1991, em Portugal, de crime de roubo qualificado com fuga, tendo o Ministério Público decretado a sua prisão preventiva. Contudo, não chegou a ser julgado porque esteve foragido da justiça por um período de 10 anos, até que o crime prescreveu.

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades e ministro da Defesa justifica o pedido de demissão com a necessidade de “poupar” Cabo Verde a crispação adicional e ao “desgaste” que resultam das eventuais repercussões políticas negativas da nomeação do português César do Paço como cônsul honorário na Flórida.

MJB/JMV

Inforpress/fim

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