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Demência atingirá 153 milhões de pessoas no mundo em 2050, estima novo estudo

Lisboa, 07 Jan (Inforpress) – Um novo estudo hoje divulgado estima que 153 milhões de pessoas no mundo terão demência em 2050, quase o triplo do estimado para 2019 (57 milhões), devido ao crescimento e envelhecimento da população.

O estudo, divulgado na publicação científica The Lancet Public Health, poucos meses depois de um outro do género, da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima para Portugal 351.504 pessoas com demência em 2050, menos do dobro do número previsto para 2019 (200.994).

O trabalho apresenta estimativas do número de adultos com 40 ou mais anos a viverem com demência em 204 países ou territórios, comparando projecções de 2019 e 2050, e considera quatro factores de risco: tabagismo, obesidade, hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) e escolaridade baixa.

Face aos dados, os autores pedem esforços redobrados para reduzir o risco de demência, nomeadamente ao nível da educação, dieta alimentar, actividade física, assistência na saúde e apoio social, assim como investimento na investigação de tratamentos eficazes.

O aumento de casos de demência é esperado em todos os países ou territórios abrangidos pelo estudo, mas o crescimento estimado será maior em países do norte de África, Médio Oriente e leste da África Subsariana.

Segundo os autores do estudo, a melhoria no acesso à educação pode levar a menos seis milhões de casos de demência no mundo até 2050, comparativamente ao número estimado.

Contudo, ressalvam que o tabagismo, a hiperglicemia e a obesidade podem conduzir a sete milhões de casos de demência adicionais, face às projecções feitas para 2050.

Um relatório da OMS divulgado em Setembro estimava que 55 milhões de pessoas em todo o mundo com mais de 65 anos tinham demência, projectando 139 milhões para 2050.

De acordo com a OMS, 1,6 milhões de pessoas morreram no mundo em 2019 devido a demência, que se tornou então a sétima causa de morte.

A demência, que se manifesta sob vários tipos de doença, sendo a Alzheimer a mais comum, caracteriza-se pela perda de memória, de capacidade intelectual, do raciocínio e das competências sociais e por alterações das reacções emocionais normais.

Inforpress/Lusa

Fim

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