Delegados da Educação querem resultados e ideias que possam ser implementados a nível nacional e local

 

Cidade da Praia, 08 Nov (Inforpress) – Os delegados da educação presentes ao Fórum Nacional de Educação que teve inicio foi hoje, na Cidade da Praia, esperam conseguir resultados e ideias que podem ser implementados a nível nacional e local.

Em declarações à Inforpress, à margem deste evento que decorre de 8 a 10 na capital do País  sob o lema “Por uma visão contemporânea da educação”, todos querem no final “um ambiente de parceria e compromisso” no sentido de haver equilíbrio e justiça nas implementações.

Evanilda Spencer, delegada do Ministério da Educação no Tarrafal e São Nicolau, é de opinião que as recomendações saídas do fórum devem ser implementadas nos diferentes concelhos de acordo com a realidade de cada um.

Isto porque, conforme explicou, o que pode ser implementado na ilha de Santiago pode não servir para São Nicolau por se tratar de realidades diferentes em termos de instrumentos e recursos humanos para acompanhar as novas diretrizes.

“Espero que depois do fórum haja maior inclusão das crianças no sistema educativo, particularmente, as com necessidades educativas especiais, porque no nosso concelho não temos especialistas nesta área”, disse.

Para a delegada de Paul (Santo Antão), Linete Cruz, a expectativa é “alta”, mas acredita que depois do fórum nacional as recomendações devem ser debatidas a nível local para que cada concelho possa ter oportunidade de acompanhar as mudanças que se quer fazer no sistema educativo.

“As recomendações devem ser debatidas a nível local e adaptadas às necessidades e características de cada um. Temos quadros com qualidade e que têm primado na formação e especialização para poderem acompanhar a evolução do sistema”, ajuntou.

A aposta na inclusão das crianças com necessidades educativas especiais foi considerada “desafiante” pela representante do concelho de Paul, visto que tem levado professores a se capacitarem para conseguirem dar respostas aos desafios atuais.

Já a delegada da Educação de São Vicente, que admitiu que as expectativas são “várias”, uma vez que existem vários resultados a este nível, “o que se quer é sair do fórum com contribuições importantes e positivas para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem”, frisou.

“A inclusão das crianças com necessidades educativas especiais é um grande desfaio para o sistema educativo em Cabo Verde. Em São Vicente estamos a caminhar num bom sentido, pois contamos com alguns avanços, mas somos conscientes de que ainda persistem desafios”, indicou.

De acordo com Maria Helena Andrade, neste domínio ainda falta muito por fazer, particularmente no que se refere à capacitação dos professores para trabalharem com os alunos com necessidades educativas especiais.

A mesma opinião é compartilhada pelo delegado da Educação dos Mosteiros (Fogo), Diniz Pires, que quer ter medidas que possam ser implementadas para melhorar a qualidade de ensino e de condições de trabalho no sector.

Participam no fórum que vai mobilizar conhecimentos e contribuições de todo o sector educativo, para melhorar a articulação entre áreas e acções prioritárias e recolher subsídios para enriquecer o sistema, cerca de três centenas de quadros entre dirigentes do Ministério da Educação, parceiros internacionais, sociedade civil, autarquias, associações e universidades.

PC/FP

Inforpress/Fim

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