Decénio jubilar: Cardeal deixa mensagem de gratidão, comunhão e esperança para um Cabo Verde melhor

Cidade da Praia, 06 Jan (Inforpress) – O cardeal Dom Arlindo Furtado enalteceu hoje o momento de gratidão, de comunhão, esperança, aos cabo-verdianos para juntos labutar para um Cabo Verde melhor, conhecendo a sua história, dificuldades, vitórias, derrotas, mas que servem para o seu crescimento.

Arlindo Furtado falava à imprensa, no âmbito do Programa de Abertura do Decénio Jubilar (PADJ) do Projecto da Celebração dos 500 anos (C500) da sua criação promovida pela Diocese de Santiago de Cabo Verde, no espaço das ruínas da Sé Catedral, na Cidade Velha, Ribeira Grande de Santiago.

“É o momento de gratidão, de comunhão, esperança, para que juntos possamos fazer um Cabo Verde melhor, conhecendo a sua história, suas, dificuldades, vitórias, derrotas, mas que servem para o seu crescimento, porque na igreja não existe distinção, pois todos somos filhos de Deus”, sublinhou.

“Estamos a celebrar 10 anos Comissão Executiva Nacional, é o momento de comunhão e esperança, onde a igreja é a “alma e a história” de Cabo Verde, onde precisamos aprofundar o conhecimento da nossa história para que possamos assumir a nossa realidade do presente e ousar a construção do futuro”, disse.

Para o cardeal, a igreja é sempre uma única comunidade organizada que foi capaz de acolher, devido a sua própria natureza, promover boas relações fraternas, e capaz de prevenir e tentar superar alguns abusos “porque sempre há tendência de os mais fortes abusarem dos mais fracos”.

É por isso que a igreja “entrou na alma de Cabo Verde”, ajudou a formatar a própria ideia, no sentido de que se “deve respeitar uns aos outros porque somos todos irmãos”, observou Dom Arlindo Furtado.

Por outro lado, o cardeal frisou durante a sua intervenção que muitos jovens estão a deixar de seguir a igreja, em todas as confissões religiosas, por vários motivos, mas que a igreja é que sempre mostra o caminho da felicidade.

“Os jovens que tiveram a semente de Jesus Cristo na sua vida desde infância e adolescência e depois de percorrer o mundo e fazer todo o tipo de experiência vão ver que o caminho da felicidade não é por aí, pois só a verdade e o amor comprometido e assumido, conduz ao homem a felicidade, com muita luta, esforço e disciplina”, salientou o cardeal.

O evento, co-presidido pelos bispos das Dioceses de Santiago e de Mindelo, Dom Arlindo Furtado e Dom Ildo Fortes, respectivamente, contou também com a intervenção de padres e a presença de alguns convidados, como autoridades civis e religiosas e outros parceiros.

A celebração do decénio jubilar, 2023-2033, lançado hoje, por ocasião dos 490 anos da sua criação, decorrerá por fases de três anos, sendo o de 2033 referenciado como o ano do Grande Jubileu.

DG/CP

Inforpress/Fim

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