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Dany Silva, Prémio Carreira dos CVMA’2019, comemora os 40 anos a solo do seu trajecto musical

Cidade da Praia, 05 Mai. (Inforpress) – O músico, compositor e interprete cabo-verdiano radicado em Portugal Dany Silva regozijou-se com o reconhecimento dos CVMA que lhe atribuiu o Prémio Carreira, nesta 9ª edição do certame, pelos seus 40 anos “a solo” na divulgação da música cabo-verdiana.

Com cerca de 20 álbuns gravados, entre single, Lp e CD, Dany Silva disse ter recebido a nomeação e a respectiva estatueta como sinal de prestígio, por tudo que tem feito e continua a fazer pela cultura cabo-verdiana, alegando que deu à estampa o seu primeiro trabalho discográfico em 1978/79, com a editora Monte Cara, em Portugal, que tinha o mítico cantor Bana como referência.

Avançou que esta distinção surgiu numa altura em que se encontra na estrada para comemorar os seus 40 anos de carreira a solo e que terá como poto alto um espectáculo a 8 de Junho em Lisboa, no Tivoli, pelo que disse ter recebido este prémio sobretudo de perseverança pelo trabalho longo que tem vindo a fazer.

Ressalvou que quando começou a sua carreira em Portugal, a música de Cabo Verde não tinha grande projecção por desconhecimento e que teve a “felicidade de poder divulgar a música cabo-verdiana”, a partir do álbum que gravou por imposição da editora Valentim de Carvalho, em português, cujo “sucesso enorme” ficou marcado pela badalada “Branco Velho, Tinto e Jeropiga”.

Referiu que a partir deste álbum começou a ser solicitado para espectáculos nas terras lusas, pelo que começou a interpretar as músicas de Cabo Verde da época como “António Caldeiradas”, pelo que aproveitou o momento para divulgar a música cabo-verdiana por todo o Portugal, desde Minho até as ilhas dos Açores e Madeira.

Passados 40 anos, reconhece que “foi um caminho difícil”, mas que lhe deu muito prazer, razão pela qual disse ter recebido o galardão com “enorme alegria”, em sinal de gratidão pela forma como tem vindo a divulgar e a prestigiar não só a música cabo-verdiana como os autores nacionais.

A este propósito, revelou que aproveitou a ocasião para em palco, homenagear o compositor Pedro Rodrigues, como forma de salvaguardar os criadores que, a seu ver, são esquecidos em benefício dos intérpretes, asseverando que muitas vezes os autores e compositores eternizam no esquecimento, quando “os intérpretes ficam a dever e muito aos autores”.

Dany Silva fez questão de especificar que se afirma como compositor, mas esclareceu que grande parte dos temas que grava são de outros compositores, sendo certo que em muitas vezes trabalham em parceira para o nascimento de uma canção, referido que os autores são “sempre fundamentais enquanto uma peça fundamental” para a cultura cabo-verdiana.

Referenciado como maior evento da premiação da música cabo-verdiana, a IX edição deste certame realizada na noite de sábado para domingo na Assembleia Nacional, teve como lema “A nossa música, os sons das nossas ilhas” e nomeou 25 artistas, músicos, intérpretes, compositores e produtores num universo de 17 categorias, com três nomeações por classe.

Os músicos e intérpretes Loony Johnson e Roy Job, com três “estatuetas” cada, foram os mais premiados dos Cabo Verde Music Awards’2019 (CVMA), ao passo que a estatueta “Música Popular do Ano” foi conquistada pelos Rapaz 100 Juiz & Calema, com a música Preparado.

Num ano em que Cabo Verde espera que a Morna venha a ser reconhecida a 09 de Dezembro pela Unesco como Património Imaterial da Humanidade, a intérprete Lucibela, um dos muitos premiados ausentes, arrebatou a  estatueta  da Morna, com o álbum “Laço Umbilical”

SR/ZS

Inforpress/Fim

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