
Cidade da Praia, 09 Jun (Inforpress) - O fundador e CEO da VisionWare, Bruno Castro, destacou hoje, na cidade da Praia, que a cibersegurança deve ser encarada como um requisito estratégico para o desenvolvimento digital e para a consolidação de Cabo Verde como um ‘hub’ tecnológico internacional.
Esta posição foi defendida à comunicação social à margem da conferência dedicada ao tema “Cibersegurança na actualidade: Desafios, regulação e resiliência”, realizada no TechPark Cabo Verde.
Na ocasião, o responsável sublinhou que a inovação tecnológica e a segurança digital são dimensões inseparáveis numa época marcada pela crescente adoção da inteligência artificial.
"Não há inovação sem segurança", afirmou Bruno Castro, defendendo que a segurança não deve travar o desenvolvimento, mas também não pode ser negligenciada em nome do progresso tecnológico.
Para o CEO, a inteligência artificial representa uma mudança profunda no ecossistema digital e a sua adoção é inevitável, mas o processo deve ser acompanhado por mecanismos robustos para garantir a confiança de utilizadores e organizações.
Relativamente aos desafios que Cabo Verde enfrenta, o especialista considerou que o país está exposto aos mesmos riscos que qualquer outra geografia, lembrando que o ciberespaço não tem fronteiras e que os grupos de cibercrime actuam de forma global, escolhendo os seus alvos por sectores de actividade e não por localização geográfica.
O responsável considera que existe uma estratégia clara para posicionar Cabo Verde como um centro digital capaz de prestar serviços para o mercado internacional. No entanto, alertou que essa ambição só poderá ser concretizada através de um forte investimento no sector.
“Não é possível ter uma estratégia de ‘hub’ digital sem fornecer serviços seguros, inovadores e estáveis”, referiu.
Questionado sobre o estado de maturidade das organizações cabo-verdianas, Bruno Castro afirmou que o nível de preparação observado no país é comparável ao de outras regiões onde a VisionWare opera.
Sublinhou ainda que a cibersegurança não deve ser vista apenas como uma questão tecnológica, mas como uma componente essencial da gestão e da estratégia empresarial.
Sobre os investimentos realizados ao longo dos anos em Cabo Verde na área de cibersegurança, Bruno de Castro considerou que estes têm contribuído para reforçar a capacidade tecnológica e cibernética das organizações nacionais.
Instado a comentar o recente ataque cibernético registado contra o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSi), na noite eleitoral de 17 de Maio, o fundador da VisionWare explicou que a ocorrência de ciberataques não deve ser encarada como um facto extraordinário, mesmo quando afecta organizações consideradas maduras.
Para o especialista, o elemento mais crítico e importante num ecossistema digital não se esgota na prevenção de incidentes, mas reside, fundamentalmente, na capacidade de resiliência e de recuperação rápida das organizações após sofrerem um ataque.
JBR/CP
Inforpress/Fim
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