CVTelecom aposta na venda de sua capacidade internacional em 2022

Cidade da Praia, 24 Jan (Inforpress) – A CVTelecom vai apostar em 2022 na venda da sua capacidade internacional ligando Cabo Verde a outros países, oferecendo capacidades dentro do seu direito para exploração, revelou hoje à Inforpress o PCA da empresa de telecomunicações.

“Vamos vender a nossa capacidade internacional, ou seja, ligar Cabo Verde a outros países e dar-lhes capacidades, dentro do direito que possuímos, para explorarem. Cada vez que autorizamos alguém a explorar essa rede cobramos”, disse João Domingos, afirmando que, através deste processo, a CVTelecom conseguirá mais recursos para o país.

O presidente do conselho de administração (PCA) da Cabo Verde Telecom garantiu ainda que o investimento para este ano na empresa vai atingir 1,8 milhões de contos, sendo que 300 mil contos vão ser conseguidos através da Bolsa de Valores, 700 mil dos recursos internos e os restantes serão pedidos à banca.

“A nossa grande ambição, este ano, é continuar a alargar a rede de fibra, fusão dos serviços da empresa e vender capacidade internacional”, disse, anotando que essa ambição será possível com o cabo submarino EllaLink.

Ao falar do EllaLink, João Domingos Correia admitiu tratar-se de um “grande sistema” de cabo submarino atlântico devido à sua velocidade, argumentando que este “não tem nada a ver” com o cabo descontinuado.

Além destes projectos, o PCA da CVTelecom anunciou, para breve, um encontro com o Governo para análise do projecto 5G para decidir-se sobre em que moldes e qual a tecnologia a ser utilizada.

“O País precisa dar este passo já que o 5G está sendo experimentado em vários países. Este padrão vai melhorar de forma significativa a cobertura da Internet e dados no país”, frisou, indicando que o 5G é o padrão de tecnologia de quinta geração para redes móveis e de banda larga, que as empresas de telefonia celular começaram a implantar desde 2018.

A fusão das empresas da CVTelecom, segundo disse, vai ser concluída em Junho de 2022, visto tratar-se de um projecto que visa diminuir gastos, que também irá repercutir a nível da faturação e na maior facilidade para o cliente.

Neste processo, avançou que não haverá despedimentos, mas sim a requalificação de pessoas por forma a se adaptarem às novas tecnologias.

“O que vamos diminuir são os directores e o conselho de administração. Tudo isso irá repercutir a nível das taxas que passaremos a pagar um único só”, explicou, afirmando que tudo isso irá transformar-se em ganhos para a empresa.

O Grupo CVT é composto pelas empresas CVTelecom, CVMóvel e CVMultimédia e está no mercado cabo-verdiano há 23, 20 e 13 anos, respectivamente.

PC/CP

Inforpress/Fim

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