CVMA: Artista Mucci descontente com sua pré-nomeação pede retirada do seu nome do evento (c/áudio)

Cidade da Praia, 07 Jul (Inforpress)- O artista SOS Mucci manifestou hoje descontentamento com os jurados e a organização da Gala CVMA, apesar de estar pré-nomeado em quatro categorias, e pede que o seu nome seja desassociado do evento.

O artista, acompanhado da sua produtora, fez este anúncio em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, no âmbito da divulgação dos pré-nomeados para os CVMA 2022, onde justificou  a sua insatisfação pelo facto do seu álbum “Raça Zeferino” não estar entre os pré-nomeados.

“Então, portanto hoje estou aqui para desassociar o meu nome, não do CVMA, mas do jurado, da organização e abrir  mãos de todas as pré-nomeações, porque a ilusão que eu tinha acabaram com ela”, avançou.

Diante desta “injustiça”, afirmou que “graças a Deus” não dependem dos CVMA para levar a música cabo-verdiana onde querem, reforçando que “isto está provado no dia-a-dia”.

“Não calamos e nem vamos fazer parte de uma estrutura que não valoriza músicas nem esforços dos artistas”, disse, acrescentando que esta mesma estrutura não tem estado a agregar nada, a não ser “humilhação, frustração e desencorajamento”.

Para todos aqueles que de uma forma ou outra se sentiram injustiçados, o artista apela para acreditarem num caminho muito mais grande, pois, afirmou, “nós somos música, somos arte, e eu Mucci sou o meu próprio prémio”.

O artista afirmou que desde a criação do CVMA, da sua primeira gala em 2011, criou um brilho nos olhos, uma ilusão que o motivou a trabalhar com mais força para chegar lá e fazer parte dessa história, da história da música de Cabo Verde.

Contudo, confessou que sem maturidade, sem profissionalismo, sem técnica deixou este objectivo guardado para focar em melhorar cada dia mais, para no dia em que chegar lá, não cair de paraquedas, nem com ajuda de terceiros, mas sim por mérito próprio.

Considerou que, mesmo fora das luzes da ribalta do dia 01 de Outubro, já ganhou muitos prémios, questionando qual prémio é “maior do que conquistar as crianças, conquistar as pessoas idosas, colocando a música na boca de todos os jovens e adultos, viajando mundo, e cumprir metas traçadas”.

“Vivi os meus sonhos mais loucos e isto me permitiu criar sonhos, juntamente com a malta mais jovem que está comigo, e tudo isto aconteceu porque acreditamos no projecto Raça Zeferino e hoje estou aqui porque a nossa crença neste projecto nos diz que não é justo aceitar de boca calada e deixar tudo passar”, disse.

Conforme Mucci, hoje deveria ser um dia feliz, capaz de criar ilusão nos artistas mais novos, que estão a trabalhar para o mesmo sonho de torna a música de Cabo Verde maior, para que artistas tenham chance de serem reconhecidos.

“No entanto, estamos nomeados em quatro categorias de forma directa, melhor colaboração, melhor intérprete masculino, música popular do ano, melhor afrobeat, e mais duas de forma indirecta como participante de música.

“Mais, eu não estou feliz com isto, é extremamente importante realçar que o nosso desagrado não tem nada a ver com querer mais nomeação, mas sim  sobre a justiça e o bom senso, as minhas nomeações vieram tudo de um álbum, que não foi nem cogitado para os pré-nomeados”, concluiu.

ET/JMV
Inforpress/Fim

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