CV Telecom precisa de 8 milhões de dólares para substituir troços antigos do cabo submarino de fibra óptica inter-ilhas – PCA

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – A CV Telecom perspectiva a substituição dos troços antigos do cabo submarino de fibra óptica inter-ilhas, avançou hoje o PCA, apontando que a empresa precisa de 8 milhões de dólares para, no próximo ano, arrancar com o processo.

O presidente do conselho de administração da CV Telecom (PCA), José Luís Livramento, falava em declarações à Inforpress, no âmbito da celebração do Dia Mundial das Telecomunicações e Sociedade de Informação, que se assinala anualmente a 17 de Maio, e que este ano celebra-se sob o lema “Preenchendo as lacunas de padronização”.

O PCA da CV Telecom avançou ainda que a empresa já investiu em menos de 7 anos, cerca de 50 milhões de dólares nas comunicações internacionais.

“A primeira política da CV Telecom é investir na segurança e banda larga, já temos um cabo submarino no qual investimos 25 milhões de dólares em 2012, mas não satisfeitos com esse cabo submarino internacional, acabamos de assinar um contrato para instalação em Cabo Verde de um cabo submarino Ellalink no valor de 25 milhões de dólares”, revelou.

Esta decisão, de acordo com o presidente, deveu-se ao facto de a empresa nacional ter estabelecido políticas que permitem que Cabo Verde tenha mais capacidade de tráfego e se transforme num hub tecnológico.

Aliás recordou, em finais de Dezembro de 2018, a assinatura do protocolo entre a Cabo Verde Telecom e a empresa Ellalink, cujo investimento será de 25 milhões de dólares, marca uma decisão estratégica para o país e permitirá à CVTelecom criar uma plataforma de Tecnologia da Informação no Atlântico.

A nível nacional, prosseguiu, a empresa precisa substituir os troços antigos do cabo submarino de fibra óptica inter-ilhas, instalados em 1997, para continuar a garantir a prestação de um serviço de qualidade em todas as ilhas do arquipélago.

“Precisamos substituir aqueles troços do cabo submarino que foram instalados em 1997, os cabos têm normalmente entre 20 e 25 anos de vida, esses troços já estão já em finais de vida, aliás, temos registado vários problemas com reparações de custos muito elevados”, asseverou, indicando que a ilha de Santiago, que tem uma população dispersa, precisa ampliar a sua rede de fibra óptica.

A Cabo Verde Telecom, ajuntou, em termos de investimentos, é o maior investidor anual em Cabo Verde, com destaque na aposta da “inteligência da rede”, acrescentando, por outro lado, que a empresa dispõe neste momento de uma das melhores redes utilizadas a nível mundial.

“Neste momento, o maior desafio da empresa é continuar a investir na sua rede, na capacitação de técnicos para acompanhar a transformação digital e ter uma oferta digital que dê respostas às diferentes vertentes da comunicação electrónica”, concluiu, José Luís Livramento.

A Cabo Verde Telecom é o maior grupo de provedores de telecomunicações em Cabo Verde. Devido à separação vertical regulamentar dos mercados, a Cabo Verde Telecom detém a totalidade da CVMóvel e da CVMultimedia, que são operadores de telecomunicações, líderes na prestação de serviços nos sectores móvel e multimédia.

O EllaLink é uma empresa privada e independente com um avançado sistema de cabos submarinos que oferece conectividade segura de alta capacidade em uma única rota transatlântica de baixa latência que atende às crescentes necessidades dos mercados latino-americano e europeu.

A rede EllaLink liga directamente o Brasil e a Europa, unindo os principais centros de São Paulo e Fortaleza a Lisboa, Madrid e Marselha.

CM/ZS

Inforpress/Fim

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