Cultura: Governo aprova resolução que cria maior flexibilidade a realização dos eventos culturais

Cidade da Praia, 14 Jan (Inforpress) – O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros uma resolução que cria maior flexibilidade para a realização dos eventos culturais, revelou hoje o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

A informação foi avançada hoje pelo chefe do Governo, ao ser abordado sobre a manifestação da classe artística, que saíram esta tarde às ruas, exigindo ao Governo melhor atenção, direito ao trabalho e uma política consistente para o sector.

Ulisses Correia e Silva, que falava à margem da cerimónia de empossamento do novo ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades e ministro da Defesa, Rui Figueiredo, reconheceu que o sector da produção cultural é um dos mais afectados pela pandemia da covid-19.

“Temos e estamos a desenhar mais programas e respostas. Uma resolução do Conselho de Ministros foi aprovada hoje para criar maior flexibilidade na realização de eventos, que consigam compatibilizar a necessidade de ter a viabilidade mínima para que possa ter o investimento num concerto e ao mesmo tempo satisfazer a necessidade de protecção sanitária e cumprimento de normas”, referiu.

Essa medida, segundo o governante, vai permitir fazer também uma adaptação de espaços que funcionavam como discotecas ou pubs para puderem funcionar noutro contexto, com actividades que respeitem o distanciamento e as normas sanitárias.

“Temos outras medidas em curso, de apoio aos produtores, aos artistas e estamos abertos para reforçar e melhorar ainda mais este programa, dentro deste quadro muito específico da pandemia da covid-19, para além de questões mais estruturais que têm a ver com o desenvolvimento do sector”, apontou.

Ulisses Correia e Silva assegurou que o Governo não está de costas voltas e que estão abertos para o diálogo e aprofundamento de condições para que haja respostas adequadas às situações difíceis por que passam os artistas.

Na ocasião, adiantou que o Governo está a fazer de tudo para adquirir vacinas da covid-19 durante o primeiro trimestre, mas sublinhou que a mesma não tem a ver com recursos nem investimentos, mas sim de disponibilidade, já que a procura é muito superior à capacidade de produção das vacinas.

AV/JMV

Inforpress/Fim

 

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