CSDN constata que militares têm dado contribuição “muito positiva” no combate à covid-19 – Presidente

Cidade da Praia, 03 Nov (Inforpress) – O Presidente da República disse hoje que o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) constatou que as Forças Armadas (FA), em articulação com outras forças e instituições, têm dado uma contribuição “muito positiva” no combate à pandemia.

“O conselho apreciou positivamente a postura das Forças Armadas cabo-verdianas, como instituição verdadeiramente republicana”, indicou Jorge Carlos Fonseca, em declarações à imprensa no final da sétima reunião do CSDN que reuniu, na Presidência da República, os conselheiros deste órgão presidido pelo mais alto magistrado da Nação.

Na sua perspectiva, as FA têm assumido uma postura “verdadeiramente republicana”, destacando-se como “apartidária e isenta”,  submetida ao poder político democraticamente legitimado.

Para Jorge Carlos Fonseca, esta postura das FA vem desde o período da transição democrática e é, portanto, uma postura “louvável” da instituição castrense.

“Estimulamos as Forças Armadas a que prossigam na sua tarefa de ajudar e de colaborar nos trabalhos de prevenção da covid-19 e sua propagação”, afirmou o Chefe de Estado, apelando às mesmas no sentido de “aprofundarem esta postura ao serviço da democracia e do Estado de Direito Democrático”.

Um outro tema “muito importante”, analisado durante a reunião do CSDN, segundo Jorge Carlos Fonseca, foram as “informações actualizadas” sobre a implementação dos estatutos dos militares, nomeadamente, no que respeita aos salários destes, que está a ser implementada de forma faseada, devido à pandemia.

O director-geral do Serviço de Informação da República (SIR) apresentou uma informação, sucinta, sobre a situação de segurança nos países da sub-região e o seu impacto em Cabo Verde.

“Foi muito importante termos informações, com algum detalhe, sobre a situação política e de segurança na sub-região oeste africana, do ponto de vista do terrorismo, e das suas redes e impacto, e da pirataria marítima”, enfatizou Fonseca, deixando transparecer que o conselho ouviu “informações muito interessantes”, que ajudam as autoridades cabo-verdianas a perceberem melhor a situação global, política e de segurança na sub-região da África Ocidental, da qual Cabo Verde faz parte.

No dizer do Chefe de Estado, com base nesses dados as autoridades nacionais podem avaliar e definir melhor as políticas de relacionamento de Cabo Verde com a sub-região, no seu conjunto, e com os países que dela fazem parte.

“Saímos deste encontro com a noção de que Cabo Verde é um país seguro, mas, o fato de ser um país seguro, não quer dizer que não devemos estar cada vez mais atentos a todos os fenómenos, seja o do terrorismo seja das ameaças existentes”,  comentou Fonseca, acrescentando que o arquipélago deve “aprimorar” e prosseguir a luta contra os diferentes tráficos, nomeadamente de estupefacientes e, também, colaborar, pela via de parcerias, com as organizações e os países amigos, no combate à pirataria marítima na sub-região.

Integram o CSDN o primeiro-ministro, o vice-primeiro-ministro, os ministros dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, da Administração Interna, do Turismo, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas e deputados nacionais que representam as duas bancadas no Parlamento, nomeadamente, o Movimento para a Democracia (MpD-poder) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição).

Para esta sétima reunião foram convocados o Provedor de Justiça, os antigos chefes do Estados Maior das Forças Armadas, o director nacional da Polícia Nacional, o director da Polícia Judiciária, o director dos Serviços de Informação da República e o conselheiro de Segurança Nacional.

LC/HF

Inforpress/Fim

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