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Cruz Vermelha de Cabo Verde já mobilizou 5 milhões de escudos para as vítimas do ciclone Idai

Cidade da Praia, 19 Abr (Inforpress) – A Cruz Vermelha de Cabo Verde já conseguiu mobilizar 5 milhões de escudos para apoiar as vítimas do ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Maláui e o Zimbabué, a 14 de Março e afectou cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A informação foi revelada pelo presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, durante a cerimónia de entrega de donativos dos trabalhadores da comunicação social para ajudar as vítimas do ciclone Idai em Moçambique.

“As contas apuradas até este momento apontam para um montante de 5 milhões de escudos cabo-verdianos, tendo em conta que o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) decidiu também, pela via da Cruz Vermelha, fazer o seu gesto em dois milhões de escudos cabo-verdianos”, indicou.

Arlindo de Carvalho adiantou que a campanha já foi assumida por todos os cabo-verdianos, o que demonstra, segundo o responsável, que todos estão prontos para estender uma mãozinha a quem precisa, tendo frisado que neste momento existem empresas, instituições e pessoas individuais a entrarem em contacto com a Cruz Vermelha para saber como fazer para ajudar.

Segundo o presidente, a CVCV decidiu fazer essa campanha de mobilização de fundos e donativos para apoiar as vítimas do ciclone por entender que é necessário já que a situação tende a complicar-se, sobretudo a nível das necessidades básicas, como vestuários, alimentação e saúde.

Em relação aos donativos entregues pelos trabalhadores da comunicação social, Arlindo de Carvalho agradeceu profundamente a iniciativa que, no seu entender, é um gesto humano e deve ser um exemplo a ser seguido por outros profissionais.

“A Cruz Vermelha agradece esse vosso gesto nobre, sendo certo que, para além do vosso importante trabalho de fazer a divulgação das informações sobre a campanha levada a cabo pela CVCV, conseguiram fazer ainda um gesto prático com doação de artigos que certamente vão chegar a Moçambique em boa hora, sendo que neste momento a situação requer uma intervenção e ajuda de todos”, sublinhou.

Entretanto avançou que a equipa médica cabo-verdiana já chegou a Moçambique e está a ser inserido no amplo contingente do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e vão ficar ao lado dos colegas da CV de Portugal.

Na ocasião, o ponto focal da campanha, Luís Carvalho,  afirmou que a campanha foi muito bem-sucedida, uma vez que contou com o apoio de outras pessoas que não estão ligadas à comunicação social e quiseram dar o seu contributo para ajudar as vítimas do ciclone Idai.

“A ideia surgiu na sequência daquilo que nós temos visto através da comunicação social, ou seja,  a situação pela qual neste momento está a passar a população de Moçambique, que foi vítima do ciclone Idai que afectou de uma forma muito forte três províncias moçambicanas,  nomeadamente Zambézia, Tete e Sofala, esta última em particular a sua cidade capital a Beira, tocou-nos de tal forma que decidimos convocar os restantes colegas para recolher esses donativos que acabamos de entregar a CVCV, que vai fazer chegar este gesto às populações que estão a precisar”, informou.

De acordo com os últimos dados divulgados pelas autoridades moçambicanas a 12 de Abril, cerca de 603 pessoas morreram, 1.642 ficaram feridas e cerca de 1,5 milhões ficaram afectadas.

O número de casas que foram totalmente destruídas ascende os 112.37.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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